Assaltos em balsas do Canal de Marapendi têm gerado medo e insegurança entre moradores de condomínios da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Nas últimas semanas, pelo menos três roubos à mão armada foram relatados em embarcações utilizadas exclusivamente por condôminos para circular pelo canal, um serviço que, em tese, conta com controle de acesso.
Os episódios mais recentes ganharam repercussão nas redes sociais e em grupos de moradores, onde vítimas passaram a relatar os crimes e a questionar a eficácia da segurança nas balsas. Segundo os relatos, os assaltos ocorreram mesmo com a exigência de identificação para o embarque, o que aumentou a preocupação de quem utiliza o transporte diariamente.
Entre os condomínios citados estão Mundo Novo, Américas Park e Novo Leblon, além de registros envolvendo a balsa do Parque das Rosas. Em todos os casos, as vítimas afirmam que os criminosos conseguiram acessar as embarcações e agir durante o trajeto. As ocorrências foram registradas na 16ª DP (Barra da Tijuca).
Com receio de novos ataques, moradores passaram a usar grupos de mensagens para compartilhar alertas em tempo real sobre horários, balsas e situações suspeitas. Síndicos e representantes de associações de moradores também se mobilizaram para cobrar providências tanto da empresa responsável pelo serviço quanto das autoridades de segurança.
Entre as principais reivindicações estão o reforço na conferência de identificação, a instalação de câmeras de segurança, aumento da vigilância e a revisão dos protocolos de embarque. Uma reunião entre representantes dos condomínios e a empresa que opera parte das balsas está prevista para a próxima semana, com expectativa de anúncios de medidas para conter a ação criminosa.
O caso reacende o debate sobre a segurança em áreas de circulação restrita e sobre a responsabilidade das empresas que operam serviços exclusivos dentro de grandes complexos residenciais da Barra da Tijuca, região marcada por condomínios de grande porte e intenso deslocamento interno.
Em nota, a Ecobalsas informou que, desde o dia 31 de dezembro, colocou dois vigilantes no local, sendo um na balsa e outro no acesso, e afirmou que solicitou apoio das autoridades de segurança.
A Polícia Militar informou que reforçou o policiamento na região.
A Polícia Civil disse que está investigando o caso.














