As araras-canindés na Floresta da Tijuca simbolizam o retorno de uma espécie que havia sido extinta do Rio de Janeiro há mais de 200 anos. As aves foram soltas no Parque Nacional da Tijuca após permanecerem por cerca de sete meses em processo de adaptação desde que chegaram ao local, em junho de 2025.
Durante esse período, as araras passaram por treinamento de voo, ambientação à mata atlântica e transição alimentar. O objetivo foi garantir que estivessem aptas a sobreviver em liberdade, reconhecendo o ambiente natural e desenvolvendo comportamentos essenciais para a espécie.
A soltura faz parte de uma iniciativa do Projeto Refauna, que atua na recuperação de espécies nativas em ecossistemas brasileiros. A ação contou com o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e de diversos parceiros envolvidos na conservação ambiental.
As três araras-canindés foram monitoradas de perto por especialistas antes da liberação definitiva. Segundo os responsáveis pelo projeto, a etapa de aclimatação é fundamental para reduzir riscos e aumentar as chances de sucesso da reintrodução da espécie em um ambiente que não ocupava há séculos.
O retorno das araras-canindés à Floresta da Tijuca representa um avanço significativo na restauração da fauna do Rio de Janeiro. Além do impacto ecológico, a presença das aves também reforça a importância da conservação ambiental em áreas urbanas e da convivência entre cidade e natureza.
A expectativa é que a iniciativa contribua para o restabelecimento do equilíbrio ecológico da região e sirva de referência para outros projetos de reintrodução de espécies nativas no país.














