A retirada de resíduos no Canal do Mangue foi iniciada nesta terça-feira (6) pelo Instituto Estadual do Ambiente na Avenida Francisco Bicalho, na Região Portuária do Rio de Janeiro. A operação prevê a remoção de aproximadamente 100 toneladas de resíduos acumulados nos últimos dias em razão das fortes chuvas que atingiram a capital fluminense.
Segundo o Inea, o grande volume de material exigiu um reforço na operação, que deve se estender até o fim da semana. As equipes atuam no local com engenheiros, assistentes técnicos e apoio de maquinário pesado. Tradicionalmente, a limpeza do canal é feita de forma manual, mas o acúmulo excepcional tornou necessária uma ação ampliada.
Entre os resíduos encontrados estão materiais de origem doméstica, além de galhos e troncos de árvores arrastados pela força da água. O excesso de lixo compromete o escoamento e aumenta o risco de alagamentos, especialmente em períodos de chuva intensa.
Após a retirada, os caminhões seguem para um centro de tratamento de resíduos no município de Duque de Caxias, onde o descarte é realizado de forma ambientalmente adequada. Em seguida, os veículos retornam ao canal para dar continuidade aos trabalhos de limpeza.
De acordo com o órgão ambiental, a remoção de resíduos em rios e canais do estado ocorre diariamente como parte da rotina de manutenção. Atualmente, o governo mantém 17 ecobarreiras instaladas em rios estratégicos que deságuam na Baía de Guanabara.
Entre 2023 e o fim de 2025, mais de 20 mil toneladas de resíduos foram retidas por essas estruturas, com investimentos anuais que ultrapassam R$ 10 milhões. A expectativa é que a operação no Canal do Mangue contribua para a redução de impactos ambientais e minimize transtornos à população da região.














