A aprovação de Ricardo Couto ultrapassou a marca de 50% entre os eleitores do Rio de Janeiro, segundo pesquisa divulgada pela Futura/Apex nesta quarta-feira (7). O levantamento indica que o governador interino conseguiu consolidar uma avaliação positiva mesmo diante da crise política que segue movimentando o cenário fluminense.
De acordo com os números apresentados pela pesquisa, 52,9% dos entrevistados afirmaram aprovar a atuação de Ricardo Couto à frente do governo estadual. Já 38,5% disseram desaprovar sua gestão, enquanto 8,6% não souberam responder ou preferiram não opinar.
O levantamento ouviu mil eleitores entre os dias 22 e 24 de abril. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Além da avaliação pessoal do governador interino, a pesquisa também mediu como os entrevistados enxergam o atual governo do estado. Segundo os dados, 31,6% classificaram a administração como “ótima” ou “boa”.
Outros 31,3% avaliaram a gestão como “regular”, enquanto 27,9% consideraram o governo “ruim” ou “péssimo”. Os demais entrevistados não souberam responder.
Ricardo Couto assumiu o comando do Estado do Rio de Janeiro em março deste ano após a renúncia do então governador Cláudio Castro. A saída aconteceu durante o avanço das discussões envolvendo o processo de cassação do antigo chefe do Executivo estadual.
A crise política no estado ganhou ainda mais complexidade após a saída do então vice-governador Thiago Pampolha, que deixou o cargo para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado.
Na sequência, Rodrigo Bacellar, que presidia a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), acabou afastado por decisão do Supremo Tribunal Federal. Com isso, Ricardo Couto, então presidente do Tribunal de Justiça do Rio, passou a ocupar interinamente o Palácio Guanabara.
Enquanto isso, o futuro político do estado continua indefinido no STF. Os ministros da Corte ainda analisam se o Rio de Janeiro deverá realizar eleições diretas ou indiretas para definir o chamado governador tampão até janeiro de 2027.
Até o momento, o ministro Cristiano Zanin votou a favor da realização de eleições diretas. Já Luiz Fux, André Mendonça, Nunes Marques e Cármen Lúcia defenderam a realização de eleições indiretas.
O julgamento acabou suspenso após pedido de vista do ministro Flávio Dino. Enquanto a decisão final não é tomada pelo Supremo, Ricardo Couto segue no comando do governo estadual.
A pesquisa surge justamente em um momento de forte instabilidade política no Rio de Janeiro e indica que, apesar do cenário turbulento, o governador interino conseguiu manter uma percepção positiva entre parte significativa da população fluminense.














