O Museu da Terra na Urca será totalmente revitalizado mais de 50 anos após um incêndio devastador que comprometeu grande parte de sua estrutura. O projeto prevê a recuperação integral do edifício histórico conhecido como Palácio da Geologia, com investimento estimado em cerca de R$ 200 milhões e apoio da Petrobras.
As obras estão em fase de licitação e incluem a revitalização do Museu de Ciência da Terra, a implantação de um centro de referência em geociências e a construção de uma litoteca, espaço destinado à guarda, catalogação e pesquisa de amostras de rochas e minerais. A previsão é que todo o complexo seja concluído em aproximadamente dois anos.
O prédio, localizado no bairro da Urca, carrega um forte valor histórico. Em 1973, um incêndio destruiu parte significativa da estrutura, incluindo a biblioteca especializada em ciência da Terra do então Departamento Nacional de Produção Mineral, órgão que seria extinto anos depois. Desde então, o museu nunca conseguiu retomar plenamente suas atividades originais.
Apesar dos danos sofridos ao longo das décadas, o acervo do museu permanece entre os mais relevantes do país na área de geociências. O espaço reúne mais de 100 itens em exposição, cerca de 7 mil fragmentos de minerais nacionais e estrangeiros, além de aproximadamente 12 mil meteoritos, rochas, fósseis e documentos históricos. O acervo bibliográfico ultrapassa a marca de 100 mil títulos especializados.
Erguido em 1907, em estilo neoclássico tardio, o edifício foi construído originalmente para abrigar o Pavilhão dos Estados durante a Exposição Nacional de 1908, que comemorou o centenário da abertura dos portos brasileiros. No ano seguinte, passou a sediar o Serviço Geológico e outros órgãos ligados ao governo federal. Atualmente, o prédio é tombado e a revitalização busca preservar suas características arquitetônicas, ao mesmo tempo em que o prepara para uma nova função como centro científico e cultural.














