Apagão no Leme tem furto de cabos confirmado e polícia apura falhas de manutenção

Apagão no Leme

Apagão no Leme teve como causa confirmada o furto de cabos de energia na rede subterrânea, segundo resultado preliminar da perícia realizada no local. Apesar disso, a investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro avalia se a falta de manutenção e a ausência de medidas preventivas também contribuíram para a interrupção prolongada do fornecimento no bairro da Zona Sul.

De acordo com informações apuradas, técnicos identificaram o furto de cabos na rede operada pela Light. O laudo final da perícia deve ser concluído em até 30 dias. Paralelamente, investigadores trabalham com a hipótese de que falhas na conservação dos equipamentos tenham potencializado os efeitos do crime, transformando o episódio em um apagão de grandes proporções.

Um dos pontos analisados pela polícia é a divergência entre os dados divulgados pela concessionária e o que consta no registro oficial da ocorrência. Enquanto a Light informou à imprensa o furto de cerca de 3,5 quilômetros de cabos, o boletim de ocorrência menciona a retirada de aproximadamente 400 metros. A suspeita é de que mais de um furto tenha ocorrido ao longo do tempo e que o último episódio tenha sido o estopim para a queda de energia.

Técnicos da empresa e representantes da concessionária devem ser ouvidos nos próximos dias para esclarecer se havia monitoramento adequado da rede e se medidas preventivas poderiam ter evitado o colapso do sistema. A investigação busca entender se o crime agiu sozinho ou se encontrou um cenário de fragilidade operacional.

Enquanto a apuração avança, a Light iniciou uma intervenção estrutural na rede elétrica subterrânea do Leme. Na quarta-feira (7), começaram as obras de renovação completa da malha elétrica, com investimento estimado em R$ 12 milhões e prazo de até 30 dias para conclusão.

Segundo a concessionária, a operação inclui a retirada gradual dos geradores instalados emergencialmente no bairro. Até sábado (10), cerca de 20% dos 60 equipamentos devem ser desmobilizados, conforme o avanço das obras. O novo cabeamento também passará por mudança de material, com substituição do cobre por alumínio, que tem menor valor no mercado ilegal e reduz o risco de novos furtos.

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