A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) iniciou nesta quarta-feira (15) uma investigação para apurar as causas do apagão nacional que atingiu todas as regiões do país na madrugada de terça-feira (14). Técnicos da agência visitaram a subestação de Bateias, localizada na Região Metropolitana de Curitiba, no Paraná, onde um incêndio teria dado início à falha no sistema elétrico.
Segundo o governo, o incêndio começou por volta de 0h32 em um reator da subestação, provocando uma sequência de falhas que se espalhou por todo o sistema e levou ao colapso da rede nacional. As equipes da Aneel e do Instituto Nacional de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) acompanharam o início das inspeções no local.
Durante a fiscalização, os técnicos vão analisar se a falha teve origem em algum problema de manutenção da empresa responsável pela transmissão de energia ou se ocorreu uma falha operacional do Operador Nacional do Sistema (ONS). A vistoria inclui o exame do reator atingido, do sistema de isolamento e dos equipamentos de proteção, para verificar se atuaram corretamente no momento da falha.
As informações coletadas servirão de base para o Relatório de Análise de Perturbação (RAP), elaborado pelo ONS em parceria com a Aneel. O documento trará uma análise detalhada das causas do apagão e das medidas necessárias para evitar novas ocorrências.
De acordo com o diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, é essencial entender tanto o motivo quanto a propagação da falha. “No sistema de transmissão, quando ocorre um problema localizado, o equipamento deve ser isolado. O que tivemos agora foi a propagação desse defeito, que acabou afetando o restante do sistema”, explicou.
Os resultados da investigação definirão se a responsabilidade será atribuída à empresa que opera a subestação ou ao ONS. Caso seja comprovada falha de manutenção, a companhia deverá prestar esclarecimentos e adotar medidas corretivas. Se o problema estiver relacionado à operação do sistema elétrico, o ONS será o responsável por fornecer as informações e propor ajustes nos protocolos de segurança.














