Uma aluna é agredida dentro de escola municipal em Bangu e o caso passou a ser investigado pelas autoridades após a divulgação de imagens nas redes sociais. A vítima, uma estudante de 12 anos, foi atacada por outra aluna dentro do banheiro da Escola Municipal Professor Julio de Mesquita, na Zona Oeste do Rio.
As agressões ocorreram na última segunda-feira (9). De acordo com relatos e registros em vídeo que circularam na internet, a vítima foi empurrada, recebeu socos e acabou sendo derrubada no chão durante o episódio de violência.
Nas imagens, é possível ver a estudante sendo atacada enquanto outras alunas assistem e filmam a situação sem interferir. Após cair no chão, a menina ainda é alvo de chutes e puxões de cabelo.
Familiares da vítima afirmam que a estudante já vinha sofrendo episódios de bullying anteriormente. Nas redes sociais, parentes manifestaram indignação com o ocorrido e pediram respeito.
Jamais apoiamos qualquer tipo de agressão. Isso não faz parte dos valores que ensinamos dentro de casa. Tenho certeza de que ela não xingou ninguém. Mesmo que tivesse acontecido algum desentendimento ou alguma palavra mais forte, nada justifica uma agressão daquela forma. Minha sobrinha foi jogada no chão e arrastada pelos cabelos. O que mais doeu foi ver ela chorando, dizendo que não tinha feito nada e ainda assim ser pisoteada na cabeça. Nenhuma criança merece passar por algo assim, principalmente dentro de uma escola, que deveria ser um lugar de segurança e aprendizado. A escola tem a função de ensinar e transmitir conhecimento, mas nós, pais e familiares, temos a responsabilidade de ensinar valores como respeito, empatia e amor ao próximo. Violência nunca será a solução. Precisamos ensinar nossas crianças a resolver conflitos com diálogo e respeito, escreveu uma tia da estudante.
Outra parente também se manifestou publicamente sobre o caso.
Qualquer tipo de agressão é repugnante principalmente quando acontece dentro de uma escola, que deveria ser um lugar de proteção e respeito. Eu, sinceramente, não consegui assistir ao vídeo completo. Não tive estômago para ver alguém que amo sendo jogada no chão, machucada e pisoteada, como tantas pessoas relataram. Estou em completo choque. Nada justifica esse tipo de violência, ainda mais contra uma menina tão querida. Espero, de verdade, que a justiça seja feita o mais rápido possível. A expulsão da aluna agressora e das meninas que apoiaram a agressão é o mínimo diante de tudo que aconteceu, comentou a madrinha da vítima.
A Secretaria Municipal de Educação informou que repudia qualquer forma de violência dentro do ambiente escolar e que já tomou providências em relação ao episódio.
Segundo a pasta, todas as alunas envolvidas foram transferidas para outras unidades da rede municipal. A secretaria também instaurou uma sindicância para apurar os fatos e encaminhou o caso ao Conselho Tutelar.
A rede municipal mantém ações permanentes de prevenção à violência e ao bullying por meio do Núcleo Interdisciplinar de Apoio às Escolas (Niap), formado por equipes de psicólogos, assistentes sociais e pedagogos. Esses profissionais estiveram na escola na quarta-feira (11), oferecendo suporte e orientação à comunidade escolar, informou a Secretaria de Educação em nota.
Ainda de acordo com o órgão, a estudante agredida e sua família receberão acompanhamento e acolhimento por parte da rede municipal de ensino.
O caso foi registrado na 34ª Delegacia de Polícia, em Bangu. Segundo a Polícia Civil, diligências estão em andamento para esclarecer as circunstâncias do episódio.
A investigação segue em andamento e novas informações podem surgir conforme o avanço das apurações realizadas pelas autoridades.














