O delegado Allan Turnowski deixa a cadeia após decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), que concedeu a liberdade provisória nesta terça-feira (17). O ex-chefe da Polícia Civil do Rio estava preso desde o dia 6 de maio, acusado de envolvimento com o jogo do bicho, após determinação da Segunda Turma do STF.
A decisão foi assinada pelo desembargador Marcius da Costa Ferreira, da Sétima Câmara Criminal, que impôs três medidas cautelares: não pode acessar repartições da Polícia Civil ou da Secretaria de Segurança Pública, não pode manter contato com os demais denunciados e está proibido de sair do país, devendo entregar o passaporte à Justiça.
O magistrado também destacou que Turnowski colaborou durante o processo e que não há indícios de que ele tentou atrapalhar as investigações. “Os crimes imputados, apesar de graves, não envolveram violência ou grave ameaça”, pontuou.
O delegado já havia sido preso em 2022, acusado de atuar como agente duplo, favorecendo os contraventores Rogério de Andrade e Fernando Iggnácio, assassinado em 2020. Na ocasião, ele foi solto por decisão do ministro Kassio Nunes Marques, do STF.
Allan Turnowski já havia chefiado a Polícia Civil em 2010 e 2011, durante o governo de Sérgio Cabral, e deixou o cargo após ser investigado por vazamento de informações da Operação Guilhotina, da Polícia Federal. O processo foi arquivado por falta de provas.
Ele voltou ao comando da Polícia Civil em 2020, durante o governo de Cláudio Castro, com apoio do delegado Maurício Demétrio, hoje condenado por obstrução de justiça.
A gestão de Turnowski ficou marcada, entre outros episódios, pela chacina do Jacarezinho, em maio de 2021, que terminou com 27 mortos, sendo a segunda maior da história do Rio.














