A criação do Dia da Luta contra a Endometriose no Rio foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) nesta terça-feira (10). O projeto de lei estabelece o dia 13 de março como data oficial de conscientização sobre a doença no calendário estadual.
A proposta foi aprovada em segunda e última votação pelos deputados estaduais e agora segue para análise do governador Cláudio Castro. O chefe do Executivo terá até 15 dias úteis para sancionar ou vetar o texto aprovado pela Casa.
O projeto altera a Lei nº 5.645/2010, que reúne as datas comemorativas e de conscientização que fazem parte do calendário oficial do estado do Rio de Janeiro.
Segundo dados citados na justificativa da proposta, a endometriose afeta cerca de uma em cada dez mulheres em idade reprodutiva. A doença pode provocar dores intensas e, em alguns casos, causar dificuldades para engravidar.
A deputada estadual Lilian Behring (PCdoB), autora do projeto, destacou que o reconhecimento oficial da data pode contribuir para ampliar o debate e a disseminação de informações sobre a doença.
“Quando o poder público reconhece essa pauta, abre espaço para informação, prevenção e cuidado”, afirmou a parlamentar ao defender a iniciativa.
Caso seja sancionada pelo governador, a nova lei passará a incluir oficialmente o 13 de março no calendário estadual como o Dia da Luta contra a Endometriose no Rio.
A criação da data também reforça as ações do chamado Março Amarelo, campanha internacional dedicada à conscientização sobre a endometriose e à importância do diagnóstico precoce.
Especialistas apontam que o aumento da informação sobre a doença pode contribuir para que mais mulheres reconheçam os sintomas e busquem atendimento médico adequado.
Com a possível inclusão da data no calendário oficial, a expectativa é que ações educativas, campanhas de informação e debates sobre a doença ganhem mais espaço no estado.
A discussão sobre a endometriose vem ganhando destaque nos últimos anos, principalmente pela necessidade de ampliar o diagnóstico e o acesso ao tratamento.
Se sancionada, a nova data poderá fortalecer iniciativas de conscientização e ampliar o alcance das campanhas voltadas à saúde da mulher no Rio de Janeiro.














