A Comissão dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) enviou representação a Araruama para acompanhar as investigações sobre a morte do cabo da Polícia Militar Adriano Henrique Jardim da Silva, de 35 anos. O agente faleceu após ser atingido por um tiro durante um confronto com criminosos no último sábado, na cidade vizinha de São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos.
O policial militar era lotado no 25º Batalhão de Polícia Militar, sediado em Cabo Frio, unidade responsável pelo policiamento ostensivo em diversos municípios da Região dos Lagos. Ele deixa esposa e uma filha de nove anos. O presidente da comissão parlamentar, deputado Alexandre Knoploch, esteve no velório do agente para prestar apoio à família e informou que vai cobrar celeridade das forças de segurança na identificação e prisão dos envolvidos no ataque.
Mobilização e apuração da morte de PM na Região dos Lagos
O caso mobiliza as forças policiais da Costa do Sol desde o fim de semana. O confronto em São Pedro da Aldeia ocorreu durante uma ação de patrulhamento da equipe do 25º BPM. Os policiais foram recebidos a tiros por homens armados, gerando uma troca de disparos que atingiu o cabo Adriano Henrique. Apesar de socorrido, o agente não resistiu aos ferimentos causados pelo impacto dos projéteis.
A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro instaurou um procedimento investigativo para apurar a autoria do crime. Agentes buscam imagens de câmeras de segurança da região e realizam oitivas com testemunhas para tentar mapear a rota de fuga dos suspeitos. Até o momento, nenhum envolvido no confronto foi preso, e o policiamento ostensivo foi reforçado nos bairros periféricos de São Pedro da Aldeia e Araruama.
Como fica a região
Após a morte do policial, o comando do 25º Batalhão da Polícia Militar intensificou as operações de patrulhamento e abordagens nas vias de acesso entre São Pedro da Aldeia, Araruama e Cabo Frio. A medida visa coibir a movimentação de grupos criminosos armados e dar mais segurança aos moradores do entorno.
Apesar do clima de tensão registrado logo após o confronto, os serviços essenciais na região funcionam normalmente nesta semana. Postos de saúde, escolas municipais e o comércio de rua operam dentro dos horários habituais. Os ônibus das linhas intermunicipais que ligam os municípios da Região dos Lagos continuam circulando sem alterações nos itinerários previstos.
Quem responde por isso
A investigação criminal sobre a morte do cabo Adriano Henrique está a cargo da Polícia Civil, por meio da delegacia da área onde ocorreu o fato, que trabalha na coleta de provas materiais e na análise de informações de inteligência. A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro presta apoio total às diligências em campo.
Paralelamente, a Comissão dos Direitos Humanos da Alerj acompanha os desdobramentos formais do caso junto às autoridades de segurança pública do Estado. O órgão legislativo tem a atribuição de requisitar informações oficiais sobre o andamento dos inquéritos que envolvem a morte de agentes de segurança em serviço no território fluminense.
Como denunciar
Qualquer pessoa que tenha informações que ajudem a identificar ou localizar os responsáveis pelos disparos que vitimaram o policial militar pode colaborar de forma totalmente anônima. O Disque Denúncia do Rio de Janeiro mantém atendimento 24 horas por dia para receber relatos sobre crimes praticados na Região dos Lagos e em todo o estado.
Para fazer uma denúncia, basta ligar para o telefone 2253-1177 ou utilizar o WhatsApp do serviço pelo número (21) 2253-1177. O aplicativo “Disque Denúncia RJ” também está disponível para celulares. Em todos os canais, o sigilo da identidade do denunciante é garantido por lei e as informações são repassadas diretamente às equipes de investigação encarregadas do caso.
Foto: O Dia















