A Fundação de Apoio à Escola Técnica começou a planejar a transferência de serviços do câmpus de Quintino Bocaiúva, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A medida ocorre após o bairro enfrentar uma sequência de confrontos armados e operações policiais que impactaram diretamente as aulas e a rotina dos alunos.
A decisão afeta centenas de estudantes e trabalhadores que frequentam o complexo educacional diariamente. Nos últimos meses, o tiroteio constante na região obrigou a suspensão das atividades presenciais em diversos dias, prejudicando o calendário escolar.
Transferência do câmpus de Quintino busca garantir segurança de alunos
A direção da instituição avalia que a permanência das atividades no local atual tornou-se inviável devido aos riscos diários para a comunidade escolar. A prioridade agora é remanejar turmas e setores administrativos para outras unidades da rede onde haja maior estabilidade na segurança pública.
Pais e alunos relatam que a rotina na unidade vinha sendo interrompida com frequência. Em muitas ocasiões, os estudantes precisavam retornar para casa antes do horário ou nem sequer conseguiam desembarcar dos ônibus e trens na estação de Quintino por conta de tiroteios nos acessos ao bairro.
Como fica a situação para quem estuda em Quintino?
Os estudantes matriculados nas turmas técnicas e dos cursos de qualificação profissional devem ficar atentos aos comunicados oficiais da instituição. As aulas teóricas e práticas serão gradualmente relocadas para polos vizinhos, evitando que os alunos percam o ano letivo.
A orientação da direção é que os alunos mantenham seus dados cadastrais atualizados no sistema para receber as notificações sobre os novos locais de aula. A transferência não cancela as matrículas ativas nem altera a validade dos diplomas em andamento.
Como fica a região de Quintino com a medida
O comércio local e os moradores do entorno expressam preocupação com o esvaziamento da área. O movimento de estudantes garantia o fluxo diário no transporte público, em lanchonetes e em pequenos negócios da estação e das ruas principais de Quintino.
A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro informou que mantém o policiamento reforçado no bairro por meio do batalhão da área. No entanto, moradores afirmam que a sensação de insegurança permanece alta na região devido às disputas entre grupos criminosos rivais pelo controle territorial.
O que já se sabe sobre o remanejamento das vagas
A Fundação de Apoio à Escola Técnica ainda está mapeando a capacidade das unidades mais próximas para absorver a demanda de Quintino. Lugares como Marechal Hermes e Madureira estão entre as opções avaliadas pela equipe pedagógica para receber parte das turmas afetadas.
Um cronograma detalhado de transição deve ser divulgado nos próximos dias para orientar os professores, funcionários e alunos. O objetivo da gestão é concluir a mudança com o menor impacto possível na carga horária das disciplinas já iniciadas.
Como denunciar a violência na região
Quem tiver informações sobre ações criminosas ou pontos de risco no bairro de Quintino pode colaborar com as forças de segurança de forma totalmente anônima. A população conta com canais diretos para registrar relatos sem se identificar.
- Disque Denúncia: telefone 2253-1177, com atendimento 24 horas por dia.
- Aplicativo: Disque Denúncia RJ, disponível para celulares.
- WhatsApp do Disque Denúncia: (21) 2253-1177.
- Emergências da PM: ligue para o 190 em casos de tiroteio ou flagrante.















