Advogada argentina por injúria racial tem medidas mantidas pela Justiça do Rio

Agostina Páez na Delegacia

Uma advogada argentina por injúria racial teve as medidas cautelares mantidas pela Justiça do Rio de Janeiro, em decisão tomada nesta quarta-feira (25), enquanto o processo segue em andamento.

A decisão foi do juiz Guilherme Schilling Pollo Duarte, da 37ª Vara Criminal, que negou o pedido da defesa para retirada da tornozeleira eletrônica e devolução do passaporte da ré. A intenção era permitir que ela retornasse à Argentina enquanto aguardava a conclusão do processo.

Segundo o magistrado, a saída do país poderia comprometer o cumprimento de uma eventual pena, caso haja condenação. Ele também destacou que não foram apresentados novos elementos que justificassem a flexibilização das medidas impostas anteriormente.

A advogada é acusada de ter cometido ofensas racistas contra funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul do Rio. De acordo com a denúncia, ela utilizou termos pejorativos e fez gestos discriminatórios durante uma discussão no estabelecimento.

O caso ganhou repercussão após imagens da situação circularem nas redes sociais, o que levou à abertura de investigação por parte da Polícia Civil.

Durante audiência recente, a acusada pediu desculpas aos funcionários envolvidos. O Ministério Público do Rio de Janeiro propôs que, em caso de condenação, ela seja extraditada para cumprir pena em seu país de origem.

Além disso, a Promotoria defende o pagamento de uma indenização por danos morais às vítimas, com valor estimado em cerca de R$ 200 mil.

A defesa da advogada afirmou que a cliente reconhece o erro e demonstrou arrependimento, alegando ainda que houve desconhecimento da legislação brasileira sobre racismo.

O processo segue na Justiça, que ainda aguarda as alegações finais da defesa e da acusação antes de proferir a sentença.

E enquanto a decisão final não chega, o caso continua repercutindo e levantando debates sobre racismo e responsabilidade no país.

Limpatech