A adutora se rompe em Xerém novamente e causou alagamentos em ruas de Duque de Caxias na noite desta quinta-feira. O vazamento ocorreu por volta das 20h50, na Estrada Rio d’Ouro, praticamente no mesmo local onde outra tubulação havia estourado há menos de dez dias, ampliando os transtornos para a população da região.
Imagens registradas por moradores mostram a força da água jorrando da tubulação e formando uma correnteza intensa que tomou conta da via em poucos minutos. A estrada ficou completamente alagada, dificultando a circulação e provocando novos prejuízos a quem vive nas proximidades.
O novo rompimento aconteceu enquanto moradores ainda tentavam se recuperar dos danos causados pelo vazamento anterior. Na semana passada, água e lama invadiram casas, destruíram móveis e deixaram famílias desalojadas. Segundo relatos, muitos ainda enfrentam dificuldades para retomar a rotina e afirmam que os prejuízos financeiros continuam se acumulando.
Em nota, a concessionária Águas do Rio informou que equipes iniciaram os reparos ainda durante a madrugada desta sexta-feira. De acordo com a empresa, técnicos atuam para conter o vazamento e equipes de responsabilidade social foram acionadas para prestar atendimento aos moradores afetados.
Para a realização do serviço, foi necessária a suspensão temporária do abastecimento de água em partes de Duque de Caxias. A concessionária não informou prazo exato para a normalização total do fornecimento.
Ainda nesta quinta-feira, outro rompimento de adutora foi registrado em Nova Iguaçu, também na Baixada Fluminense. Nesse caso, a força da água atingiu casas e estabelecimentos comerciais, ampliando o impacto do problema na região.
Segundo a Cedae, a produção do Sistema Guandu precisou ser reduzida para 50% da capacidade. A rede afetada abastece municípios como Belford Roxo, São João de Meriti, Nilópolis, Mesquita, Queimados, Duque de Caxias e Nova Iguaçu, além de bairros da Zona Oeste do Rio.
Técnicos seguem trabalhando nos reparos das tubulações atingidas, enquanto moradores aguardam a normalização do serviço e cobram soluções definitivas para evitar novos rompimentos.














