Uma academia interditada em Copacabana foi alvo de uma operação de fiscalização realizada pela Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor, Procon-RJ e Conselho Regional de Educação Física da 1ª Região. A ação aconteceu neste domingo (24), na Zona Sul do Rio.
No local, os agentes encontraram uma série de irregularidades. Entre os problemas apontados estavam ausência de responsável técnico registrado, falta de registro da pessoa jurídica junto ao CREF1 e licenciamento sanitário vencido.
Segundo os órgãos fiscalizadores, as falhas comprometem a segurança dos consumidores e impedem o funcionamento regular do estabelecimento. A academia, considerada de alto padrão, acabou totalmente interditada.
A fiscalização também constatou ausência do certificado de aprovação do Corpo de Bombeiros, falta do Livro de Reclamações do Procon-RJ e inexistência dos cartazes obrigatórios com informações do órgão de defesa do consumidor.
Outras duas academias fiscalizadas também apresentaram irregularidades. Nesses locais, os agentes flagraram ausência de profissionais de educação física habilitados em pavimentos usados para musculação e cardio.
As duas unidades funcionavam em três andares, mas apenas um deles tinha profissional habilitado acompanhando os alunos. Por isso, dois pavimentos de cada academia foram interditados cautelarmente até que os estabelecimentos comprovem a presença de profissionais em todas as áreas de atividade física.
Em um dos estabelecimentos, as equipes também identificaram problemas de acessibilidade. A academia tinha três andares destinados às atividades físicas, mas o acesso era feito apenas por escadas, sem alternativa para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. O local também não possuía banheiro adaptado.
O secretário de Estado de Defesa do Consumidor, Rogério Pimenta, destacou a gravidade das irregularidades encontradas durante a operação.
“É extremamente grave uma academia funcionar sem o responsável técnico, sem profissionais habilitados, sem a situação regularizada junto aos órgãos como o Conselho de Educação Física, Corpo de Bombeiros e Vigilância Sanitária. Estamos falando de locais que lidam diretamente com a população e, portanto, com a saúde e integridade física das pessoas. É uma condição essencial ao serviço prestado. No caso de uma emergência, quem é o profissional habilitado a realizar o suporte básico de vida? Nosso compromisso é garantir a proteção e defesa dos consumidores garantindo a segurança e o respeito à legislação para assegurar os direitos do consumidor”, afirmou Rogério Pimenta.
Os estabelecimentos fiscalizados deverão corrigir todas as irregularidades apontadas para que as atividades possam ser retomadas.














