A Academia Brasileira de Letras elege Ana Maria Gonçalves como imortal nesta quinta-feira (10), em votação que contou com 30 dos 31 votos possíveis. A escritora, roteirista e dramaturga passará a ocupar a cadeira 33, que estava vaga desde a morte do professor e filólogo Evanildo Bechara, em maio deste ano.
Aos 54 anos, Ana Maria Gonçalves se torna a mais jovem do atual quadro de imortais e a primeira mulher negra a integrar a ABL em seus 128 anos de existência. Autora do romance Um defeito de cor, considerado um clássico contemporâneo e eleito o melhor livro de literatura brasileira do século XXI por júri da Folha de São Paulo, ela também venceu o Prêmio Casa de las Américas em 2007.
O livro, que aborda questões raciais e históricas, inspirou a exposição homônima no Museu de Arte do Rio em 2022 e o enredo da escola de samba Portela em 2024. Além de escritora, Ana Maria é professora de escrita criativa e curadora de projetos culturais, tendo se destacado tanto no Brasil quanto no exterior pelo engajamento em debates sobre literatura e racismo estrutural.
A eleição marca um momento histórico para a instituição e reforça o compromisso da Academia com a diversidade cultural e social brasileira.














