Voos suspensos no Santos Dumont durante a cúpula do BRICS em julho vão impactar milhares de passageiros que pretendem viajar pelo aeroporto localizado no Centro do Rio. A suspensão, determinada pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo, acontecerá entre os dias 4 e 7 de julho, como parte de um rigoroso esquema de segurança.
Durante o período, todas as operações comerciais serão paralisadas. As companhias aéreas já se preparam para transferir seus voos para o Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), a cerca de 20 quilômetros de distância. A Azul informou que os passageiros afetados receberão aviso com antecedência. Gol e Latam ainda não detalharam o plano de remanejamento.
A suspensão não atinge apenas aviões comerciais. A chamada “zona vermelha” também proibirá helicópteros, aviação geral e drones nos arredores do Santos Dumont. Qualquer aeronave que sobrevoe a área sem autorização do Comando de Operações Aeroespaciais poderá ser interceptada pelas forças militares.
O bloqueio aéreo começa em 4 de julho e vai até o fim da noite de 7 de julho, podendo ser estendido conforme a movimentação das delegações. Durante esse período, a Aeronáutica operará em tempo real a partir de uma Sala Master de Comando e Controle, em conjunto com o Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea.
A Cúpula do BRICS deste ano reunirá chefes de Estado do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Além do bloqueio aéreo, o evento contará com bloqueios terrestres e reforço no policiamento da região central. Moradores e trabalhadores da área devem se planejar para evitar transtornos.














