Poesia e capoeira marcam defesa de advogado durante sessão da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), em Goiânia. Na última terça-feira (15), Jales Java dos Santos Lacerda Caliman, que é advogado e réu no processo, surpreendeu os desembargadores ao recitar versos e executar movimentos de capoeira na tribuna.
Com um tom teatral, Caliman pediu o trancamento da ação penal movida contra ele e a exclusão de 20 registros penais prescritos ou já encerrados do sistema do TJ-GO. “Excelência, peço licença para falar com poesia, pois quando a lei é quebrada, a palavra ganha ousadia. Foi prisão de um advogado, sem a OAB estar presente. Rasgaram a lei no ato, de forma mais que evidente”, disse ele.
Advogado se auto-representa e apela a uma estratégia "diferente" para se defender
Usa poesia e capoeira que do ponto de vista artístico pode ser válida mas do ponto de vista jurídico….O que você achou? pic.twitter.com/R5kNZrdWyX
— Gustavo Segré (@segregustavo) July 16, 2025
Em seguida, o advogado realizou movimentos de capoeira e cantou uma ladainha: “A gente leva rasteira, tem delas que vem para matar. Mas quando a rasteira não mata, aproveite para se levantar.”
Jales responde por ameaça, desobediência, desacato, infração de medida sanitária e porte de drogas para uso pessoal, após um episódio ocorrido durante a pandemia, quando foi preso por se recusar a usar máscara em uma UPA. Apesar da performance, o pedido de trancamento foi indeferido pela 2ª Câmara Criminal.
Em nota, a OAB-GO afirmou que não comenta os métodos adotados por advogados para exercer a defesa de seus clientes. O caso gerou debates nas redes sociais, com opiniões divididas entre criatividade e falta de sobriedade no ambiente judicial.














