Um esquema de venda ilegal de anabolizantes foi desarticulado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro nesta quarta-feira (30), com a prisão de Francisco José de Souza Ferreira Júnior. Ele foi detido em flagrante dentro de uma agência dos Correios, em São Cristóvão, Zona Norte da cidade, enquanto despachava medicamentos e substâncias proibidas sem prescrição médica.
Segundo a 21ª DP (Bonsucesso), Francisco é apontado como líder de uma quadrilha especializada no comércio clandestino de anabolizantes e remédios controlados. O grupo, segundo estimativas da polícia, teria movimentado mais de R$ 10 milhões em apenas um ano de atuação.
As investigações começaram no fim de 2024, após uma denúncia dos Correios sobre pacotes suspeitos que vinham sendo enviados com frequência. A partir disso, os agentes passaram a monitorar Francisco, que utilizava diferentes agências nos bairros de São Cristóvão, Caju, Maracanã e Penha, realizando até três remessas diárias.
O esquema da venda ilegal de anabolizantes envolvia o uso da comunidade do Guarabu, na Ilha do Governador, como ponto de armazenamento e preparo dos produtos para envio. As substâncias eram importadas do Paraguai e do México, segundo a polícia.
Durante a prisão, os agentes apreenderam diversas caixas com medicamentos e anabolizantes, entre eles:
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Enantato de testosterona
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Decadurabolin
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Estanozolol
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Lipostabil
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Trembolona
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Oximetolona
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Cloridrato de sibutramina
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Clonazepam
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Cloridrato de metilfenidato
Esses produtos são utilizados tanto para fins médicos quanto de forma indevida por pessoas que buscam ganho de massa muscular, emagrecimento rápido ou aumento de desempenho físico. A maioria, no entanto, só pode ser adquirida com receita médica, e seu uso indiscriminado pode representar sérios riscos à saúde.
Francisco foi autuado pelos crimes de falsificação de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais e falsidade ideológica. A polícia ainda investiga quem são os demais integrantes da quadrilha e os possíveis receptadores das mercadorias.
A operação desta quarta-feira reforça o alerta sobre o crescente comércio irregular de substâncias controladas, que muitas vezes são adquiridas pela internet e despachadas de forma disfarçada. O uso de intermediários e a pulverização dos envios dificultam a identificação dos responsáveis, o que amplia os riscos para consumidores e facilita a expansão desse tipo de crime.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para mapear a rede completa de distribuição, identificar fornecedores no exterior e encontrar possíveis compradores e influenciadores que promovem o uso desses produtos em redes sociais.














