Venda da sede da Comlurb na Tijuca vira alvo de críticas e questionamentos nas redes

Sede da Comlurb na Tijuca

A venda da sede da Comlurb na Tijuca entrou no centro das discussões após a Prefeitura do Rio encaminhar à Câmara Municipal do Rio o Projeto de Lei Complementar 93/2025. A proposta autoriza a alienação de 324 imóveis públicos ao longo de 2025, entre eles o prédio que abriga a área administrativa da Comlurb, localizado na Rua Major Ávila, no bairro da Tijuca.

O imóvel foi erguido em 1975, durante a gestão de Gastão Henrique Sengès na companhia, e possui quatro andares. A localização é considerada estratégica por estar em um trecho valorizado do bairro, próximo à Praça Saens Peña e ao Shopping Tijuca, em um corredor de uso misto com forte demanda residencial e comercial.

A iniciativa provocou reações nas redes sociais. Em publicação recente, o deputado federal Chico Alencar, do Psol, criticou o projeto em parceria com o ambientalista Emanuel Alencar. Segundo eles, a proposta representa uma venda sem critérios claros e não resolve questões estruturais da previdência municipal, além de desrespeitar o patrimônio público da cidade.

Trata-se de venda sem critério razoável, que não resolve o desequilíbrio estrutural da previdência municipal, fere o bom-senso e desrespeita o patrimônio público carioca, afirmaram, em publicação nas redes sociais.

Na mesma manifestação, também foi mencionado que outros imóveis históricos foram incluídos na lista, como o prédio do Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, no Centro, e o imóvel do Automóvel Club do Brasil, na Lapa. Eles questionaram o momento da venda e afirmaram que a companhia não deveria sofrer esse tipo de medida justamente no período em que comemora 50 anos de existência.

Por que vender agora? A Comlurb não pode aceitar esse ataque justamente quando comemora 50 anos de existência, diz o trecho divulgado nas redes.

O projeto segue em tramitação na Câmara Municipal e ainda deve ser analisado pelos vereadores. A venda da sede da Comlurb na Tijuca, por envolver um imóvel público em área valorizada e com relevância histórica para a companhia, continua gerando debate sobre os impactos urbanos, financeiros e simbólicos da proposta.

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