O Túnel Martim de Sá terá um novo guarda-corpo após uma sequência de furtos que praticamente retirou toda a estrutura antiga do local. A instalação será feita pela Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos nos próximos dias, no trecho que liga o Catumbi à Rua Riachuelo, no Centro do Rio.
Com 330 metros de extensão, o túnel receberá uma estrutura feita em compósito de resina poliéster. Segundo a Prefeitura do Rio, o material tem componentes recicláveis em sua composição e não possui valor comercial, característica considerada importante para tentar impedir novas ações criminosas.
A escolha do novo guarda-corpo segue uma estratégia da secretaria para substituir materiais visados por ladrões por alternativas menos atrativas para revenda. A medida já vem sendo aplicada em outros equipamentos urbanos, como gradis e ralos, também alvos frequentes de furtos na cidade.
No caso do Túnel Martim de Sá, a intervenção busca recuperar a segurança do espaço e garantir que a proteção permaneça por mais tempo. A antiga estrutura foi praticamente toda removida por criminosos, o que levou o município a adotar um modelo com perfil antifurto.
“Quem furta patrimônio público está roubando do carioca. Por isso adotamos o critério antifurto como padrão da Secretaria: gradis, ralos e agora o guarda-corpo do Martim de Sá. Não adianta só consertar o que vandalizaram, a gente muda o material para que não valha a pena furtar de novo”, afirmou o secretário Diego Vaz, segundo O Dia.
A troca também tem impacto direto na conservação urbana, já que furtos de estruturas públicas geram custos repetidos aos cofres municipais e podem comprometer a circulação segura de pedestres e motoristas. Ao optar por um material sem valor comercial, a prefeitura tenta reduzir a reincidência do problema.
O Túnel Martim de Sá é uma ligação importante entre o Catumbi e a região central da cidade. Por isso, a recuperação da estrutura é vista como uma medida necessária para melhorar a segurança e preservar o patrimônio público.
Com a instalação do novo guarda-corpo, a expectativa é que o trecho fique mais protegido contra furtos e vandalismo. A ação também reforça a tentativa do município de mudar o padrão de reposição de equipamentos urbanos, priorizando materiais menos atrativos para criminosos e mais duráveis para a cidade.














