O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou o aumento das tarifas de importação sobre aço e alumínio, elevando as alíquotas dos atuais 25% para 50%. O novo percentual começa a valer já nesta quarta-feira (4), a partir das 0h01 no horário de Brasília, e promete impactar significativamente as exportações brasileiras.
A decisão foi publicada em proclamação oficial pela Casa Branca e tem como justificativa a necessidade de fortalecer a competitividade da indústria metalúrgica e siderúrgica americana. Segundo o governo, as tarifas aplicadas anteriormente não foram suficientes para conter a entrada de produtos estrangeiros a preços considerados desleais, o que colocaria em risco empregos e segurança nacional.
Com a nova medida, o Brasil — segundo maior exportador de aço para os EUA — deve ser um dos países mais atingidos. Em 2024, o Brasil exportou 3,8 milhões de toneladas de aço aos norte-americanos, o equivalente a 16% do total importado pelo país, movimentando cerca de US$ 2,6 bilhões. O Canadá liderou o ranking, com 20,9% do mercado.
Especialistas afirmam que essa mudança pode gerar impactos diretos não apenas na balança comercial brasileira, mas também nos custos de produção de diversos setores. A decisão pode interferir nos preços internos e, com isso, alterar a dinâmica de quem pretende comprar aço para aplicações industriais ou construção civil.
Segundo a nova política comercial dos EUA, apenas o Reino Unido manterá a tarifa de 25%, graças a um acordo bilateral assinado em maio. “Seguimos comprometidos em proteger empregos britânicos em setores estratégicos”, declarou um porta-voz britânico.
Enquanto isso, representantes do setor industrial brasileiro demonstram preocupação. As medidas podem reduzir a competitividade dos produtos brasileiros nos Estados Unidos e forçar a busca por novos mercados. Além disso, empresas que costumam comprar aço para revenda ou transformação podem enfrentar reajustes nos preços e instabilidade no fornecimento.
Ainda não há manifestação oficial do governo brasileiro sobre a medida. No entanto, fontes ligadas ao Itamaraty e ao Ministério da Indústria já sinalizam que buscarão diálogo com autoridades norte-americanas para tentar reverter ou mitigar os efeitos da nova tarifa.














