Três suspeitos morreram durante um confronto no Chapadão, Zona Norte do Rio de Janeiro, na tarde de terça-feira (29), após uma troca de tiros entre policiais militares e traficantes da região. Segundo informações da Polícia Militar, os agentes foram atacados por criminosos armados durante patrulhamento na Rua Manhama, uma das vias do Complexo do Chapadão, que abrange várias comunidades da área de Irajá.
A ação foi conduzida por equipes do 41º BPM (Irajá), que realizavam uma operação de rotina no conjunto de favelas. De acordo com a corporação, os policiais foram surpreendidos por disparos feitos por um grupo de homens armados. Houve revide e, após o tiroteio, três suspeitos foram encontrados feridos. Eles chegaram a ser socorridos para o Hospital Estadual Carlos Chagas, mas não resistiram aos ferimentos.
No local do confronto, os agentes apreenderam um fuzil calibre 5.56, uma réplica de fuzil e uma pistola. Além das armas, outros materiais de uso restrito também foram recolhidos. A ocorrência foi registrada na 39ª DP (Pavuna) e a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) ficará responsável por apurar as circunstâncias do caso.
As investigações deverão analisar a legalidade da ação policial, o armamento envolvido e a identificação formal dos mortos. Até o momento, as identidades dos suspeitos não foram divulgadas.
A operação no Chapadão integra um conjunto de ações estratégicas promovidas pela Polícia Militar em áreas dominadas pelo tráfico. Segundo a corporação, essas operações visam o restabelecimento da ordem e o combate a atividades criminosas que ameaçam a segurança dos moradores.
Moradores da região relataram medo e tensão durante a tarde. “A gente já sabe que, quando os tiros começam, é melhor correr ou se abaixar. Foi muito tiro mesmo”, disse uma moradora da comunidade, em depoimento ao jornal O Dia.
A Polícia Militar afirmou que intensificará o patrulhamento na área nos próximos dias para evitar a retomada da circulação de criminosos armados. O Complexo do Chapadão é conhecido como uma das bases operacionais de facções que atuam no tráfico de drogas na Zona Norte.
Esse não foi o único confronto envolvendo agentes de segurança nesta semana. No mesmo dia, dois policiais militares ficaram feridos após uma perseguição e tiroteio na Avenida Brasil. A sequência de episódios reforça o clima de instabilidade enfrentado por moradores e policiais nas zonas mais conflagradas da cidade.
De acordo com dados recentes do Instituto de Segurança Pública (ISP), o número de confrontos com resultado letal tem crescido no estado. Em 2024, houve aumento de 12% nas ocorrências em comunidades da Zona Norte em comparação ao ano anterior.
A Defensoria Pública e entidades de direitos humanos acompanham casos de letalidade policial na cidade e pedem maior rigor nas investigações. Já a PM argumenta que as ações são uma resposta direta à presença de grupos armados e à necessidade de garantir a integridade dos seus agentes e da população civil.
O material apreendido no confronto no Chapadão será periciado. Os próximos passos da investigação envolvem a oitiva dos policiais envolvidos, análise balística e verificação de antecedentes dos suspeitos mortos.
A Polícia Civil também busca imagens de câmeras de segurança que possam ter captado parte do tiroteio ou a movimentação dos envolvidos antes da chegada dos policiais. A expectativa é que os laudos do Instituto Médico Legal e da perícia sejam concluídos nos próximos dias.














