A transferência de TH Joias para presídio federal foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal nesta terça-feira (16). A decisão partiu do ministro Alexandre de Moraes e teve o trâmite iniciado pelas autoridades responsáveis pelo sistema prisional.
Desde a deflagração da Operação Zargun, em setembro, TH Joias estava custodiado no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. De acordo com a apuração, o ex-deputado deixou a unidade de Bangu 8 e foi encaminhado para Bangu 1, considerada de segurança máxima, procedimento padrão adotado antes de transferências para o sistema federal.
Até o momento, não foi informado para qual presídio federal TH Joias será levado. A definição da unidade depende da logística do Departamento Penitenciário Federal, responsável por administrar os estabelecimentos de segurança máxima no país.
A decisão do STF ocorre no mesmo dia em que a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Unha e Carne. A investigação apura o suposto vazamento de informações sigilosas relacionadas à Operação Zargun, que levou à prisão do ex-parlamentar.
Nesta nova etapa da apuração, a Polícia Federal prendeu o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região. A prisão foi autorizada por mandados expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, no âmbito do inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal.
TH Joias é apontado como investigado por envolvimento em crimes como tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro. As investigações também indicam suspeitas de ligação com organizações criminosas, o que fundamentou a adoção de medidas mais rígidas por parte do Judiciário.
A transferência de presos para o sistema federal costuma ser adotada em casos considerados de alta complexidade, risco à ordem pública ou à segurança do sistema penitenciário estadual. O objetivo é reduzir a possibilidade de comunicação externa e dificultar qualquer tipo de interferência nas investigações em andamento.
O caso segue sob análise do Supremo Tribunal Federal, que concentra as decisões relacionadas aos investigados com foro privilegiado e aos desdobramentos das operações conduzidas pela Polícia Federal no Rio de Janeiro.














