Tragédia nas Maldivas deixa cinco turistas mortos durante mergulho

Cinco turistas italianos mortos durante arriscado mergulho nas Maldivas

A tragédia nas Maldivas envolvendo um grupo de turistas italianos terminou com cinco mortos durante um mergulho em caverna no Atol de Vaavu. O caso aconteceu nesta semana e passou a ser investigado pelas autoridades locais, que tentam esclarecer o que ocorreu durante a atividade realizada a cerca de 50 metros de profundidade.

Uma sexta pessoa que fazia parte do grupo sobreviveu após decidir permanecer no iate Duke of York, enquanto os demais seguiram para o mergulho. Segundo o portal italiano Libero Quotidiano, a sobrevivente é estudante da Universidade de Gênova, mas o nome dela não foi divulgado.

A jovem chegou a estar equipada para participar da atividade, mas mudou de ideia antes da entrada na água. Ainda não há confirmação sobre o motivo da desistência.

“Ela decidiu permanecer a bordo. Pouco tempo depois, a tragédia aconteceu”, afirmou o jornal Libero Quotidiano.

De acordo com a imprensa italiana, a estudante é considerada uma testemunha importante para a reconstrução dos acontecimentos que antecederam o acidente. Ela foi descrita como a única sobrevivente direta do grupo naquele dia.

Especialistas ouvidos pela imprensa internacional apontam que falhas relacionadas ao mergulho em profundidade estão entre as possibilidades investigadas. O pneumologista Claudio Micheletto, diretor de Pneumologia do Hospital Universitário de Verona, afirmou ao portal Adnkronos que o fato de os cinco mergulhadores terem morrido na mesma excursão reforça a necessidade de apuração técnica.

“É provável que algo tenha dado errado com os cilindros de ar”, disse Claudio Micheletto ao portal italiano Adnkronos.

Entre as vítimas estão Monica Montefalcone, professora universitária e bióloga, e a filha dela, Giorgia Sommacal, de 20 anos. Também morreram Muriel Oddenino, ambientalista de Turim; Gianluca Benedetti, instrutor de mergulho e capitão de barco de Pádua; e Federico Gualtieri, estudante de doutorado que pesquisava os atóis das Maldivas.

As mortes provocaram grande repercussão na Itália, especialmente pela experiência de parte do grupo com atividades ligadas ao meio ambiente e ao mar. O acidente também reacendeu o alerta sobre os riscos de mergulhos em cavernas e em grandes profundidades, que exigem planejamento, equipamentos adequados e acompanhamento especializado.

As autoridades seguem investigando as circunstâncias da tragédia. A apuração deve considerar as condições do mergulho, os equipamentos usados pelo grupo e os relatos de testemunhas que estavam na embarcação antes da atividade.

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