Os traficantes procurados na Penha viraram alvo de um cartaz divulgado pelo Disque Denúncia nesta quarta-feira (3), com o objetivo de ajudar a Polícia Civil a localizar e prender quatro foragidos ligados ao Comando Vermelho. Segundo as investigações, o grupo atua na comunidade do Quitungo, em Brás de Pina, na Zona Norte do Rio.
Entre os nomes divulgados estão Carlos Augusto Mateus Oliveira, de 30 anos, conhecido como “Caveirinha”; Vitor da Conceição Campos, de 28, chamado de “Cantor Matador”; e Gabriel da Silva Fabiano, de 30, conhecido como “Bradock”. Os três são indiciados pela morte de uma moradora da Favela da Chatuba, na Penha.
De acordo com a investigação, o crime ocorreu em outubro de 2025. A vítima teria sido executada após ser acusada pelos criminosos de atuar como informante da polícia.
No dia do crime, segundo as apurações, os suspeitos invadiram a casa da mulher armados e a retiraram do local. Eles respondem por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e roubo majorado, quando há emprego de violência.
Além do trio, o cartaz também inclui Jean Cristian Ramos Oliveira, de 29 anos, conhecido como “Bicudinho do Sereno”. Contra ele há um mandado de prisão por não ter retornado após saída temporária concedida no Dia das Mães, pelo benefício de Visita Periódica ao Lar.
As autoridades afirmam que a região tem registrado episódios frequentes de violência, mortes, desaparecimentos e expulsão de moradores. Também há relatos de perda de móveis e imóveis para criminosos que atuam nas comunidades.
A situação de insegurança se estende a áreas próximas. Na comunidade da Caixa D’água, um adolescente de 15 anos ficou gravemente ferido após ser atingido por estilhaços de uma granada lançada por drone por traficantes, segundo as investigações.
O jovem permaneceu internado desde a última sexta-feira (29) e recebeu alta na segunda-feira (1º). O caso reforçou a preocupação das autoridades com o avanço da violência armada na região.
O Disque Denúncia pede que qualquer informação sobre o paradeiro dos foragidos seja repassada aos canais oficiais do serviço. A identidade de quem denuncia é mantida em sigilo.
A Polícia Civil segue com as investigações para prender os procurados e apurar outros crimes atribuídos ao grupo. O cartaz é mais uma tentativa de acelerar a localização dos suspeitos e reduzir a atuação de criminosos na Zona Norte do Rio.














