Um traficante na Linha Vermelha foi morto com um tiro na cabeça na tarde desta sexta-feira (31), após tentar assaltar um motorista na via expressa, na altura de Bonsucesso, Zona Norte do Rio de Janeiro. Segundo informações iniciais, o homem estaria cumprindo ordens do Comando Vermelho para realizar ataques nas principais rodovias da cidade, em retaliação à megaoperação que deixou mais de 120 mortos nos complexos do Alemão e da Penha.
Durante a tentativa de assalto, o criminoso — que portava um fuzil — abordou motoristas, mas acabou surpreendido por um homem armado que passava pelo local. O atirador reagiu e atingiu o suspeito na cabeça. O bandido morreu na hora, antes da chegada da polícia.
A Polícia Militar foi acionada e apreendeu o fuzil usado pelo criminoso. O trecho da Linha Vermelha foi parcialmente interditado para perícia, o que causou lentidão no sentido Centro. O corpo foi removido para o Instituto Médico Legal (IML).
De acordo com fontes da segurança pública, o homem seria integrante de uma célula do Comando Vermelho (CV) que atua na região de Bonsucesso. Após a operação nos complexos da Penha e do Alemão, a facção teria determinado uma série de ataques coordenados nas vias expressas do Rio, como a Linha Vermelha e a Linha Amarela.
A Divisão de Homicídios da Capital (DHC) vai investigar o caso para identificar quem efetuou o disparo. A principal linha de apuração considera que o autor pode ser um policial à paisana ou um civil armado que reagiu ao assalto.
A morte ocorreu poucas horas depois de a polícia confirmar que o Comando Vermelho havia ordenado novos ataques em resposta à megaoperação nas comunidades. A ação, que mobilizou centenas de agentes, resultou em 121 mortes — sendo 117 suspeitos e quatro policiais — e 113 prisões.
Nas redes sociais, vídeos feitos por motoristas mostraram o local isolado e o fuzil apreendido próximo ao corpo do criminoso. As imagens reforçam o clima de tensão que tomou conta da cidade após a escalada de violência nas últimas semanas.
A polícia orienta que motoristas evitem reagir em casos de assalto e acionem imediatamente as autoridades. O caso segue sob investigação da DHC, que deverá divulgar mais informações nos próximos dias.














