Um terreiro de umbanda invadido oito vezes em apenas duas semanas tem deixado frequentadores assustados no Sampaio, Zona Norte do Rio. O espaço religioso, localizado na Rua Antônio de Pádua, foi alvo de furtos e atos de vandalismo que provocaram prejuízos e danos à estrutura do imóvel.
Parte das ações foi registrada por câmeras de segurança instaladas no local. Segundo responsáveis pelo terreiro, os invasores entram no imóvel principalmente para furtar cabos elétricos e objetos metálicos, que depois seriam revendidos em ferros-velhos.
Um dos episódios ocorreu no dia 17 de maio, às 20h24. Nas imagens, um homem aparece tentando retirar a fiação elétrica do imóvel. Em determinado momento, ele se assusta e deixa o local correndo. Horas depois, já na madrugada do dia 18, o mesmo suspeito voltou e foi flagrado escalando as paredes da construção.
Ainda na madrugada do dia 18, por volta das 2h54, outro homem foi registrado caminhando pelo terreno. Ele observa a câmera de monitoramento e segue em direção aos fundos da propriedade.
Os ataques continuaram nos dias seguintes. Na noite do dia 20, por volta das 23h40, um terceiro suspeito aparece usando uma ferramenta para arrombar uma porta. Pouco depois, ele deixa o terreiro carregando sacolas e foge.
No dia 27, durante o dia, outro homem foi filmado retirando cabos do espaço antes de pular o muro e escapar. Horas mais tarde, o local voltou a ser alvo de vandalismo. Desta vez, o invasor levou um objeto e também arrancou fios da instalação.
Fotografias feitas após as invasões mostram os estragos deixados no imóvel. Parte do forro do teto ficou destruída, e uma janela de alumínio foi encontrada retorcida. Segundo os frequentadores, um dos criminosos teria usado essa passagem para fugir.
Entre os itens furtados estão guarda-corpos de escadas, sinos, cestinhas, crucifixos e até a caixa de registro do imóvel. Os objetos de metal, de acordo com os relatos, têm sido os principais alvos dos invasores.
Moradores da região afirmam que os suspeitos costumam acessar o terreno por uma casa vizinha que estaria abandonada. Como o terreiro permanece fechado durante boa parte dos dias úteis, os criminosos aproveitariam os períodos sem movimentação para agir.
Em nota, a Polícia Civil informou que agentes da 25ª DP (Engenho Novo) realizam diligências para identificar os responsáveis e esclarecer os crimes.














