As ações idealizadas pelo Instituto Drum Brasil ao longo da segunda etapa do Cultura Maker durante o COIREM – Congresso Internacional dos Povos Indígenas, ressaltaram a Aldeia Maracanã como palco de uma potente articulação entre tecnologia e saberes ancestrais. Por meio do programa, o Instituto firmou uma parceria fundamental com o espaço , promovendo uma série de ações que colocam meninas e mulheres indígenas no centro das inovações científicas e tecnológicas, sem perder de vista suas raízes e territórios.
A proposta do projeto é clara: democratizar o acesso à tecnologia, ampliar o protagonismo feminino nas ciências e criar pontes entre o conhecimento acadêmico e os saberes originários. Essa ponte se construiu, de maneira muito efetiva, durante o evento realizado em novembro de 2024 , com a instalação de um estúdio de podcast dentro da Aldeia Maracanã, possibilitando a produção de conteúdos autorais, narrativas de resistência e vozes indígenas amplificadas em um novo território: o digital. A sinergia foi tanta que a Aldeia vem sendo um pólo de ações contínuas para o projeto que tem patrocínio da Ambipar, Dataprev, Navi, Viridien e Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro.
Além do podcast, foram realizadas atividades de robótica, programação e tecnologias sustentáveis, sempre com foco no compartilhamento de saberes entre gerações e culturas. As ações respeitaram os tempos e os modos da aldeia, e buscaram construir espaços de criação colaborativa que valorizassem tanto o conhecimento científico quanto a cosmovisão indígena.
“Mais do que levar ferramentas tecnológicas, nosso objetivo foi construir pontes de escuta e criação conjunta. A ancestralidade é também uma forma de ciência, e quando meninas indígenas acessam ferramentas tecnológicas sem perder suas raízes, criam soluções que o mundo ainda nem imagina”, destaca José Carlos Vieira Junior, do Instituto Drum Brasil.
Com coprodução da Lys Cultural, o “Cultura Maker – Meninas na ciência, Tecnologia e Robótica” já iniciou sua terceira etapa, tendo a aldeia Marakanã, mais uma vez, como um dos espaços já pensados para novas ações. A parceria entre a Aldeia e o Instituto Drum Brasil reforça o compromisso com uma ciência mais inclusiva, decolonial e respeitosa com os territórios do saber. Ao unir o fazer tecnológico à cultura maker e à ancestralidade indígena, o projeto aponta para futuros possíveis onde meninas e mulheres são protagonistas de suas histórias, saberes e inovações














