Um técnico de enfermagem preso é suspeito de estuprar uma paciente em um hospital particular no Rio Comprido, na Zona Norte do Rio. A prisão foi realizada nesta terça-feira (20) por agentes da 6ª DP (Cidade Nova).
De acordo com informações da redação do G1, o crime ocorreu durante a rotina de higienização da vítima, que estava internada na unidade hospitalar. Após o abuso, o suspeito não retornou mais ao local de trabalho. A vítima, imediatamente após o ocorrido, denunciou o caso à direção do hospital, que acionou as autoridades.
Os policiais civis foram até o bairro do Rio Comprido para cumprir o mandado de prisão. O homem, que não teve seu nome divulgado, responderá por estupro de vulnerável.
O hospital Casa de Portugal, onde o crime aconteceu, divulgou nota informando que prestou todo o apoio necessário à paciente e aos seus familiares, além de ter instaurado uma sindicância interna e afastado preventivamente o colaborador. A unidade também esclareceu que não foi formalmente notificada sobre a prisão, nem sobre outros desdobramentos da investigação até o momento.
O caso remete a um episódio recente, ocorrido na semana passada, no Hospital Estadual Getúlio Vargas. Na ocasião, o técnico de enfermagem Joaquim Rodrigo Bandeira Portella, de 47 anos, também foi preso acusado de estuprar uma paciente. Ele foi detido logo após a vítima relatar o abuso à direção do hospital.
A Polícia Civil segue apurando se há outros casos envolvendo o mesmo suspeito no hospital do Rio Comprido. A delegacia investiga também se ele possui antecedentes criminais por crimes semelhantes em outras unidades de saúde.
O crime gerou grande repercussão entre os funcionários e pacientes da unidade, que demonstraram indignação e choque diante da gravidade dos fatos. Organizações de defesa dos direitos das mulheres reforçam a importância da denúncia imediata em casos de violência sexual, especialmente em ambientes hospitalares, onde vítimas estão em situação de vulnerabilidade.
Testemunhas e possíveis vítimas podem colaborar com as investigações entrando em contato com o Disque Denúncia pelo telefone (21) 2253-1177 ou 0300-253-1177. O anonimato é garantido.














