Tatuzinho do metrô vai escavar tubulação de esgoto na Baixada

A máquina tuneladora conhecida como tatuzinho, usada historicamente na abertura dos túneis do metrô carioca, terá uma nova função no Estado do Rio de Janeiro. O equipamento será reaproveitado para perfurar o solo e instalar tubulações de grande porte da rede de esgotamento sanitário na Baixada Fluminense.

A medida visa acelerar o cronograma de obras de saneamento básico em municípios que sofrem há décadas com a falta de coleta e tratamento de esgoto. A intervenção vai beneficiar milhares de famílias que convivem com valões a céu aberto na porta de casa.

Equipamento de grande porte ganha nova utilidade no saneamento

O uso do tatuzinho em obras de saneamento é uma estratégia para avançar a tubulação em áreas urbanas densamente povoadas sem a necessidade de rasgar grandes extensões de vias públicas. Como a perfuração é subterrânea, o impacto no trânsito e na rotina do morador diminui bastante durante a execução dos trabalhos.

A máquina escava o solo por baixo da terra e já vai instalando as galerias de concreto ou tubos de grande diâmetro. Esse sistema é ideal para cruzar grandes avenidas, vias expressas e áreas centrais das cidades da Baixada Fluminense, onde fechar uma rua inteira causaria nós no trânsito regional.

Quais cidades da Baixada Fluminense serão beneficiadas?

O projeto prevê o atendimento direto a municípios com historicamente baixos índices de esgotamento sanitário, como Duque de Caxias, Nova Iguaçu e São João de Meriti. A prioridade inicial contempla regiões com maior adensamento populacional e proximidade com rios que deságuam na Baía de Guanabara.

A ampliação da rede de esgoto é uma das metas contratuais das concessionárias de saneamento que atuam na região. A meta é garantir que até o final da década a maior parte das residências urbanas tenha ligação regular com a rede de coleta e tratamento.

O que muda na rotina do morador durante as obras?

Diferente das obras tradicionais, onde retroescavadeiras abrem grandes valas e bloqueiam ruas por semanas, o método com o tatuzinho exige apenas pontos específicos de poços de acesso. Esses poços servem para introduzir a máquina e retirar o material escavado do subsolo.

Com isso, o comércio local e o acesso de veículos de moradores sofrem menos restrições. Linhas de ônibus regionais também têm menor necessidade de desvios longos, mantendo o itinerário quase inalterado enquanto a tubulação passa por baixo do asfalto.

Como fica o cronograma e prazos previstos

O planejamento de operação do equipamento prevê fases de montagem, testes de solo e início efetivo das perfurações nos próximos meses. As equipes técnicas acompanham os laudos geológicos para mapear o tipo de rocha e terra que a máquina encontrará ao longo do trajeto.

O acompanhamento do calendário de execução das obras pode ser feito diretamente pelos canais de atendimento das concessionárias responsáveis e pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro. A previsão é de que os trechos mais críticos recebam a nova tubulação em fases sucessivas até o término do contrato de ampliação.

Onde buscar informações ou registrar reclamações

Moradores que tiverem dúvidas sobre interdições pontuais ou que desejem solicitar ligação de esgoto em sua rua podem entrar em contato com os canais oficiais do serviço de saneamento da sua região.

  • Ouvidoria da Agenersa: 0800 024 9005 (para fiscalização de serviços de saneamento e transportes)
  • Desenvolve RJ / Governo do Estado: Atendimento ao cidadão pelo portal oficial do executivo estadual.
  • Atendimento presencial: Lojas das concessionárias de água e esgoto nos centros de Duque de Caxias, Nova Iguaçu e demais municípios atendidos.

As equipes da Defesa Civil e dos órgãos de trânsito municipais também atuam em conjunto com as empresas responsáveis para sinalizar eventuais alterações operacionais no tráfego local durante o período de trabalho.

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