A Justiça do Rio de Janeiro decretou, nesta terça-feira (7), a prisão preventiva dos suspeitos de matar o policial civil Carlos José Queiroz Viana, de 59 anos, executado com mais de dez tiros em Niterói. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada na Central de Custódia de Benfica, na Zona Norte do Rio.
Os três presos são Mayck Junior Pfister Pedro e os policiais militares Felipe Ramos Noronha, lotado no 15º BPM (Duque de Caxias), e Fábio de Oliveira Ramos, do 3º BPM (Méier). Eles haviam sido detidos em flagrante poucas horas após o crime, na noite de segunda-feira (6), em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
De acordo com a Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI), o inspetor foi morto por volta das 7h da manhã, no bairro Piratininga, enquanto colocava o lixo para fora de casa. Um carro modelo Ônix branco se aproximou, e o passageiro efetuou uma série de disparos contra a vítima, que morreu no local.
Os suspeitos foram presos em um Jeep Compass roubado, localizado em Xerém, na Baixada Fluminense. Dentro do veículo, os agentes encontraram três armas e celulares, entre elas duas pistolas compatíveis com as usadas no crime. As armas foram encaminhadas para perícia balística, que vai comparar os projéteis encontrados no corpo do policial com o material apreendido.
Segundo a investigação, o carro usado na execução foi incendiado pouco depois do crime. Imagens do Centro Integrado de Segurança Pública de Niterói registraram o trajeto do veículo até a Ponte Rio-Niterói, onde começou o cerco policial.
O delegado Willians Batista, da DHNSGI, afirmou que os indícios apontam para uma organização criminosa ligada à contravenção e à máfia dos cigarros, com atuação na Baixada Fluminense.
“Há elementos que indicam a participação de grupos armados especializados em execuções, com conexões na região de Caxias. É uma estrutura criminosa complexa, que pode envolver mais pessoas”, explicou o delegado.
O inspetor Carlos José Queiroz Viana, lotado na 29ª DP (Madureira), foi sepultado nesta terça-feira no Cemitério Parque da Colina, em Niterói. A família preferiu não se pronunciar.
A defesa do PM Fábio de Oliveira Ramos alega inocência. “Temos provas de que meu cliente não estava no local do crime. Ele foi a Xerém apenas para ajudar um amigo com problemas mecânicos e desconhecia qualquer atividade ilícita”, disse o advogado Ângelo Tancredo.
A Delegacia de Homicídios continua investigando se o assassinato está relacionado à atuação profissional da vítima ou a esquemas criminosos ligados à contravenção.














