Um caso chocante assustou os moradores de Copacabana, na Zona Sul do Rio. O segurança Davi Santos Machado, de 22 anos, suspeito de participar do espancamento que matou o ciclista Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, foi depor na delegacia pedalando a própria bicicleta da vítima.
Suspeito prestou depoimento na delegacia com a bicicleta do ciclista morto
O crime aconteceu no dia 11 de agosto, no bairro de Copacabana. Segundo as investigações da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, a confusão começou quando a vítima parou em um estabelecimento comercial para pedir um cigarro. Como não tinha dinheiro, não recebeu o produto.
Logo depois, o segurança Davi se aproximou e questionou Cláudio sobre quem seria o verdadeiro dono da bicicleta. O ciclista explicou que o veículo era da sua irmã, mas o segurança duvidou, mesmo sem existir qualquer registro ou confirmação de furto. O suspeito mandou guardar o veículo e o trancou com um cadeado no local.
Minutos mais tarde, o homem retornou, tirou o cadeado e levou a bicicleta embora. Cláudio seguiu o grupo na tentativa desesperada de recuperar o meio de transporte da irmã. Nesse momento, o ciclista acabou cercado e brutalmente agredido na rua.
O que o suspeito disse na Polícia Civil?
Davi procurou a 12ª DP (Copacabana) cinco dias após o ataque para depor como testemunha. Ele chegou na delegacia pedalando a bike de Cláudio. Na primeira oitiva, mentiu ao dizer que não tinha presenciado nem participado de nenhuma agressão física.
No dia seguinte, porém, o jovem voltou à unidade policial e confessou a participação direta no crime. Em seu novo relato aos agentes, ele admitiu ter atacado a vítima com socos, chutes e golpes de pedaço de madeira na cabeça. Ele declarou que agiu em um ato insano e que não sabia explicar a razão da violência.
Quem são os outros presos no caso?
Além de Davi Santos Machado, outros três homens acabaram presos por envolvimento no ataque contra o ciclista. O segurança Jorge Luiz Ricardo Dias e os entregadores de aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva e Ailton José da Silva também estão atrás das grades.
A Justiça do Estado do Rio de Janeiro decidiu manter a prisão temporária de todos os quatro investigados após audiência de custódia no Tribunal de Justiça. O juiz Rafael de Almeida Rezende considerou que os mandados foram cumpridos corretamente e que existem motivos de sobra para manter o grupo fechado enquanto o processo continua.
O que dizem as autoridades sobre o andamento das investigações?
A Polícia Civil informou que o ciclista não reagiu no momento da abordagem. A vítima obedeceu às ordens dadas pelo grupo e nem sequer conseguiu pedir socorro antes das agressões começarem. O caso segue sob apuração rigorosa na 12ª DP para fechar o inquérito policial.















