A Polícia Civil prendeu nesta quarta-feira (30) Felipe Santana Tavares Martins, acusado de participar de um caso de família feita refém na Baixada Fluminense. Ele teria planejado a invasão a uma casa em Mesquita, com base em informações obtidas por meio de um anúncio de venda de móveis na internet. As vítimas foram um casal e seus dois filhos, mantidos sob ameaça enquanto criminosos roubavam bens e dinheiro.
De acordo com a 53ª DP (Mesquita), Felipe foi localizado na comunidade Para-Pedro, na Zona Norte do Rio. As investigações apontam que ele iniciou contato com as vítimas por meio de um aplicativo de mensagens, fingindo interesse em comprar um móvel anunciado online. Durante a conversa, conseguiu dados pessoais e observou a rotina da família, incluindo os horários em que saíam para o trabalho e levavam as crianças à escola.
Com posse dessas informações, Felipe e outros criminosos invadiram a residência no dia 20 de fevereiro deste ano. A família feita refém na Baixada foi amarrada, amordaçada e ameaçada enquanto os invasores vasculhavam o imóvel. Além dos objetos levados, os criminosos também realizaram transferências bancárias via Pix diretamente das contas das vítimas.
A polícia afirma que Felipe coordenou a ação criminosa e foi o responsável por receber os valores das transferências. Ele também teria tentado apagar os rastros digitais das transações para dificultar a identificação do grupo. Apesar da prisão, os demais envolvidos ainda não foram identificados.
A Delegacia de Mesquita segue com as investigações e busca por outros suspeitos. O caso acendeu alerta sobre o uso de plataformas de venda online por criminosos para coletar dados pessoais e arquitetar ações de roubo ou sequestro. A orientação da Polícia Civil é que os usuários evitem repassar informações sensíveis em negociações digitais e, sempre que possível, marquem encontros em locais públicos e com segurança.
Felipe será indiciado por associação criminosa, roubo qualificado e sequestro. Ele está à disposição da Justiça e deverá passar por audiência de custódia nos próximos dias. A família feita refém na Baixada já prestou depoimento e recebeu apoio psicológico após o crime.














