Linhas de ônibus no Rio terão operadores trocados a partir de junho

Linha de ônibus no Rio de Janeiro

Parte das linhas de ônibus no Rio terá o operador trocado a partir de junho, com a Prefeitura do Rio assumindo diretamente os serviços de 23 itinerários, a maioria na Zona Oeste da cidade. A medida faz parte de um acordo firmado nesta quarta-feira (30) entre o município e os quatro consórcios que operam atualmente os ônibus urbanos (Transcarioca, Transoeste, Intersul e Internorte), e antecipa o fim da atual concessão, que só terminaria oficialmente em 2028.

Segundo o vice-prefeito Eduardo Cavaliere, a prioridade será assumir as linhas que apresentam os piores índices de qualidade, baseando-se no Índice de Qualidade de Transportes (IQT), que leva em conta a conservação dos veículos, a idade da frota e o número de ônibus em operação. “O objetivo é melhorar o serviço para o usuário, como fizemos no BRT. Essa mudança foi uma promessa de campanha”, declarou.

Na prática, as 23 primeiras linhas passarão a ser operadas pela Mobi-Rio (empresa pública que já administra os BRTs) ou por meio de ônibus alugados de empresas privadas, até que uma nova licitação seja realizada. A prefeitura já finalizou um plano de transição e deverá anunciar em breve o novo modelo de concessão, que dividirá a cidade em aproximadamente 40 lotes, substituindo os atuais quatro consórcios.

As primeiras linhas de ônibus no Rio que passarão por troca de operador incluem trajetos como 731 (Campo Grande – Marechal Hermes), 770 (Campo Grande – Coelho Neto), 804 (Campo Grande – Curral Falso) e 870 (Sepetiba – Santa Cruz). A expectativa é que novas linhas na Zona Oeste e na Ilha do Governador sejam incluídas ainda este ano. A Zona Norte e a Zona Sul devem passar por mudanças em 2027 e 2028.

A juíza Alessandra Tufvesson Peixoto, da 8ª Vara de Fazenda Pública, mediou a audiência que resultou no acordo. No mesmo encontro, foi firmada a substituição dos últimos 200 ônibus sem ar-condicionado ainda em circulação. A prefeitura usará cerca de R$ 70 milhões, depositados em juízo por conta de uma disputa judicial, para compra de novos coletivos climatizados.

A Rio Ônibus, entidade que representa os empresários do setor, confirmou que as empresas também estão renovando parte da frota por conta própria. Já os valores de subsídios pagos pela prefeitura aos operadores e parcelas atrasadas também foram renegociados durante a audiência.

Confira as 23 primeiras linhas que serão assumidas pela prefeitura

  • 731 (Campo Grande — Marechal Hermes)

  • 765 (Mendanha — Deodoro)

  • 770 (Campo Grande — Coelho Neto)

  • 771 (Campo Grande — Coelho Neto)

  • 790 (Campo Grande — Cascadura)

  • 796 (Campo Grande — Deodoro)

  • 798 (Campo Grande — Deodoro)

  • 804 (Campo Grande — Curral Falso)

  • 821 (Campo Grande — Corcundinha)

  • 822 (Campo Grande — Corcundinha)

  • 825 (Campo Grande — Jesuítas)

  • 826 (Campo Grande — Carobinha)

  • 833 (Campo Grande — Manguariba)

  • 840 (Campo Grande — São Fernando)

  • 841 (Campo Grande — Inhoaíba)

  • 842 (Campo Grande — Paciência)

  • 849 (Campo Grande — Base Aérea de Santa Cruz)

  • 868 (Campo Grande — Urucânia)

  • 869 (Campo Grande — Santa Margarida)

  • 870 (Sepetiba — Santa Cruz)

  • 892 (São Benedito — Santa Cruz)

  • 893 (Campo Grande — Jardim Palmares)

  • 936 (Campo Grande — Fundão)

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