O suspeito de planejar um atentado no show da Lady Gaga, realizado no último sábado (3) em Copacabana, foi liberado após o pagamento de fiança. Luís Fabiano da Silva, preso por porte ilegal de arma de fogo no Rio Grande do Sul, deverá comparecer a uma audiência de custódia. A apresentação da cantora reuniu mais de 2 milhões de pessoas na orla da Zona Sul do Rio.
Segundo as investigações da Polícia Civil, o plano do ataque começou a ser articulado no início da semana anterior ao evento, em grupos da plataforma Discord. O conteúdo compartilhado por Luís Fabiano e outros envolvidos indicava intenções explícitas de realizar um atentado com bombas caseiras, especialmente contra o público LGBTQIA+ presente no show.
As autoridades explicaram que, embora nenhum explosivo tenha sido encontrado durante a operação, havia fortes indícios da preparação do ataque, o que motivou a rápida ação policial. O delegado Felipe Curi, secretário de Polícia Civil, afirmou que a operação salvou vidas e classificou o plano como um ato terrorista. “É terrorismo. Eles planejavam um ataque terrorista. Até por isso estamos divulgando somente hoje, para não criar alarde, espalhar pânico”, declarou.
Outro envolvido no plano, um adolescente do Rio de Janeiro, também foi detido. Ele armazenava pornografia infantil, segundo a polícia, e teria participação ativa na organização do ataque. A operação, realizada em quatro estados (Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul), teve ao todo nove alvos.
Durante as ações, foram apreendidos celulares e computadores que agora passam por perícia. O delegado Luiz Lima, da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI), confirmou que os líderes do grupo já foram detidos. “Os demais tiveram objetos apreendidos, que passarão por análise. Eles permanecerão acautelados até o fim do show”, completou.
As investigações agora se concentram na análise dos materiais digitais para entender a extensão da rede envolvida e identificar possíveis cúmplices. O plano, segundo os investigadores, previa atrair vítimas para uma ação coordenada em busca de notoriedade dentro de fóruns extremistas da internet.
A Polícia Civil reforça que continuará monitorando redes sociais e plataformas digitais utilizadas por grupos que propagam ódio e incentivam violência. A atuação preventiva, segundo os investigadores, foi essencial para garantir a segurança de milhões de pessoas no evento.
O show da cantora norte-americana Lady Gaga em Copacabana foi um dos maiores do ano e ocorreu sem incidentes, graças à ação integrada das forças de segurança. As autoridades seguem em alerta para novos desdobramentos e possíveis ligações do grupo com células extremistas digitais.














