A Polícia Civil prendeu, na madrugada desta quinta-feira (18), uma mulher suspeita de participação na morte de Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado-geral assassinado em uma emboscada no litoral de São Paulo. A Justiça decretou a prisão temporária após pedido dos investigadores.
De acordo com a apuração, a mulher é acusada de ter levado o fuzil usado na execução para a capital paulista. Ela foi ouvida no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na noite de quarta-feira (17). A identidade da suspeita não foi revelada, e sua defesa ainda não se manifestou.
O crime ocorreu quando Ruy Ferraz saía da sede da Prefeitura de Praia Grande, onde ocupava o cargo de secretário de Administração. Ele foi perseguido por criminosos, atingido por disparos e teve o carro prensado por um ônibus durante a emboscada.
A força-tarefa que investiga o caso apura a ligação da execução com um líder do Primeiro Comando da Capital (PCC) que deixou um presídio federal há cerca de um mês. Essa é considerada uma das linhas principais, mas não se descarta a hipótese de retaliação em razão da atuação de Ruy Ferraz na prefeitura.
Familiares de dois outros suspeitos de envolvimento na emboscada também prestaram depoimento nesta quarta-feira e foram liberados. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, os trabalhos de campo continuam para localizar a dupla foragida, enquanto materiais apreendidos em oito mandados de busca e apreensão em São Paulo e região metropolitana estão sendo analisados pela perícia.














