A Polícia Civil realizou, na manhã desta quinta-feira (18), uma operação contra torcidas organizadas do Rio de Janeiro, suspeitas de envolvimento em crimes como roubos e homicídios. A ação, coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco/IE), cumpriu mandados de busca e apreensão em diferentes endereços, incluindo sedes de grupos ligados aos quatro principais clubes do estado.
Agentes estiveram em sedes na Zona Norte, como a da Raça Rubro-Negra, em Pilares; da Young Flu, no Méier; da Fúria Jovem do Botafogo, em Engenho de Dentro; além de torcidas ligadas ao Vasco. Materiais como bandeiras, uniformes e equipamentos eletrônicos foram apreendidos.
Durante a operação, um homem entrou em confronto com policiais no bairro Bancários, na Ilha do Governador. Ele foi preso em flagrante. Segundo a Polícia Civil, os investigados utilizam redes sociais para marcar encontros violentos que resultam em feridos e até mortes. A corporação ressalta que a ação não é contra a existência das torcidas, prevista em lei, mas sim contra criminosos que se aproveitam da estrutura delas para cometer delitos.
As investigações começaram em maio com apoio do Batalhão Especializado de Policiamento em Eventos (Bepe) e têm como alvo 39 pessoas. Além da Draco, participaram da operação equipes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e dos Departamentos-Gerais de Polícia Especializada (DGPE) e da Capital (DGPC).
O contexto da operação envolve episódios recentes de violência ligados a confrontos de torcidas. No dia 11 de setembro, Rodrigo José da Silva Santana, torcedor do Vasco de 36 anos, foi morto a tiros em Oswaldo Cruz, Zona Norte do Rio, pouco antes do clássico entre Botafogo e Vasco pela Copa do Brasil. Dois dias depois, Mateus Casemiro dos Santos, integrante de uma organizada do Olaria, morreu em briga perto do Estádio Nilton Santos.
Na última terça-feira (16), o Juizado Especial do Torcedor suspendeu a Torcida Jovem do Flamengo (TJF) de todos os eventos esportivos no país por dois anos. A decisão ocorreu após integrantes terem sido identificados em tumultos no dia 31 de agosto, com registros de roubos, invasões de ônibus e agressões a torcedores do Vasco em Copacabana.














