A passagem de trem no Rio não sofrerá reajuste ao longo de 2026. A informação foi confirmada pela concessionária SuperVia e garante que os usuários continuarão pagando R$ 7,60 na tarifa cheia ou R$ 5 para quem utiliza o Bilhete Único, mantendo um dos custos mais estáveis do transporte público no estado.
A decisão que assegurou a manutenção do valor foi tomada pelo Conselho Diretor da Agetransp ainda em 2025. O principal fator considerado foi a ausência de variação do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) no período entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, índice utilizado como base para eventuais correções contratuais.
O IGP-M é calculado pela Fundação Getúlio Vargas e, sem oscilação no período analisado, não houve respaldo legal para autorizar aumento na tarifa dos trens metropolitanos. Com isso, o valor cobrado dos passageiros permanece inalterado durante todo o ano.
O congelamento da tarifa ferroviária ocorre em um cenário distinto do transporte municipal por ônibus. A partir de 4 de janeiro de 2026, o valor das passagens de ônibus na capital fluminense foi reajustado para R$ 5, abrangendo também serviços como BRT, VLT, STPL, linhas especiais e o Bilhete Único Carioca.
Apesar de o usuário continuar pagando R$ 5, a remuneração das empresas de ônibus será maior. A tarifa técnica estabelecida pela Prefeitura do Rio de Janeiro passou a ser de R$ 6,60, com a diferença coberta por subsídio público. O modelo segue a lógica de pagamento por quilômetro rodado, adotada para ampliar a regularidade das viagens e o cumprimento dos horários.
Outra alteração no sistema municipal foi a atualização do Indicador de Receita por Quilômetro (IRK), que chegou a R$ 9 a partir de janeiro. Desse total, R$ 3,06 correspondem ao subsídio por quilômetro, conforme acordo firmado em abril de 2025. A avaliação da administração municipal é de que o mecanismo aumenta a previsibilidade financeira e reforça a fiscalização da operação.
Antes mesmo do reajuste dos ônibus, o Bilhete Único Intermunicipal já havia sido corrigido. Desde 19 de dezembro, o valor máximo passou de R$ 8,55 para R$ 9,40, impactando usuários com renda mensal de até R$ 3.205,20. O benefício permite integração entre diferentes modais, como trens, metrô, ônibus intermunicipais, vans legalizadas e barcas.














