Salvamentos no mar no Réveillon somaram 1.167 resgates nas praias da cidade do Rio de Janeiro entre a manhã de 31 de dezembro e a noite de 1º de janeiro, segundo balanço divulgado pelo Corpo de Bombeiros. O número expressivo reflete a combinação de praias lotadas durante a virada do ano e a ressaca que atingiu o litoral fluminense.
As praias com maior volume de ocorrências foram Copacabana, com 396 salvamentos, e Ipanema, com 399. Em seguida aparecem Leme (239), Arpoador (59), Leblon (32), Praia do Diabo (32), São Conrado (8), Pepino (1) e Vidigal (1). Em todo o estado, o total de resgates durante o período chegou a 1.666.
De acordo com os bombeiros, o salto nas ocorrências está diretamente ligado à ressaca, que trouxe ondas de até 2,5 metros, conforme alerta emitido pela Marinha. Para efeito de comparação, na virada anterior, de 2024 para 2025, haviam sido registrados apenas 29 salvamentos na capital.
Mar perigoso
Mesmo após o encerramento oficial do aviso de ressaca, o mar continuou oferecendo riscos. O tenente-coronel Fábio Contreiras destacou a presença de valas profundas e correntes de retorno intensas, reforçando a recomendação para que banhistas permaneçam próximos aos postos de guarda-vidas e respeitem a sinalização.
As equipes seguem mobilizadas nas buscas por um adolescente de 14 anos, de Campinas (SP), desaparecido no mar de Copacabana, na altura do Posto 2. A operação envolve aeronaves, drones, motos aquáticas, mergulhadores e embarcações infláveis do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro.
Além disso, um homem foi resgatado em estado grave em Ipanema e levado ao Hospital Municipal Miguel Couto. Em Maricá, na Região dos Lagos, um idoso de 70 anos morreu após se afogar. Diante do cenário, a Defesa Civil do Rio voltou a recomendar que a população evite entrar no mar enquanto persistirem condições adversas.














