Sumido de 6 Armas na PM de SP: Investigação Avança 3 Semanas Após Desaparecimento Misterioso em Batalhão da Zona Sul

Polícia Militar de SP Busca 6 Armas Desaparecidas em Batalhão da Zona Sul, Três Semanas Após Sumiço

Três semanas se passaram desde que seis armas desapareceram misteriosamente dentro de um batalhão da Polícia Militar (PM) na zona sul de São Paulo. A corporação segue empenhada na investigação para desvendar o paradeiro do armamento, desaparecido no 27º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (27º BPM/M), em Vargem Grande.

Um Inquérito Policial Militar (IPM) foi instaurado para apurar as circunstâncias do extravio e identificar os possíveis responsáveis. A Corregedoria da PM acompanha de perto as diligências que continuam a ser realizadas na tentativa de localizar as armas desaparecidas.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), medidas cabíveis nas esferas administrativa e criminal poderão ser aplicadas aos responsáveis, caso irregularidades sejam comprovadas. A PM ainda não divulgou quais são os seis armamentos sumidos, nem o momento exato em que o desaparecimento foi constatado. Informações sobre suspeitos ou se as armas deixaram o batalhão também não foram oficialmente reveladas.

Investigação em Andamento e Busca por Armamentos

O caso veio à tona em 11 de agosto, quando a Polícia Militar confirmou a abertura de uma investigação para apurar como o armamento, pertencente ao 27º BPM/M, foi extraviado. Desde então, equipes da corporação realizam diligências intensivas para recuperar o material e coletar informações que possam esclarecer o sumiço.

A Corregedoria da PM está ativamente envolvida no acompanhamento do caso. Conforme a investigação avança, eventuais responsabilidades poderão ser apontadas. No momento, a corporação reitera que os trabalhos continuam e nenhuma conclusão sobre o paradeiro das armas foi divulgada oficialmente.

Histórico de Desaparecimento de Armas em SP

Este não é o primeiro incidente de armas desaparecidas sob responsabilidade de forças de segurança no estado de São Paulo. Casos anteriores levantam preocupações sobre os mecanismos de controle e segurança do armamento.

Caso do Arsenal de Guerra em Barueri

Um dos casos de maior repercussão ocorreu em 2023, envolvendo o Arsenal de Guerra do Exército em Barueri, na Grande São Paulo. Na ocasião, 22 armas foram retiradas do local, incluindo 13 metralhadoras calibre .50, oito metralhadoras calibre 7,62 e um fuzil. As investigações indicaram que militares teriam aproveitado o feriado da Independência para subtrair o material.

Em 2024, a Justiça Militar tornou réus oito pessoas por envolvimento no furto de 21 metralhadoras do Arsenal de Guerra de São Paulo, incluindo o ex-diretor da unidade. As denúncias foram aceitas contra quatro militares e quatro civis, com distinção entre participação direta e indireta no crime. Quatro civis foram denunciados por receptação, com ligações a facções criminosas.

O desvio do armamento de guerra no Arsenal ocorreu entre 5 e 8 de setembro de 2023, mas só foi percebido mais de um mês depois, em 10 de outubro, durante uma inspeção. O inquérito policial militar foi aberto, e o caso ganhou repercussão nacional. As armas teriam sido negociadas com o Comando Vermelho (CV), mas a facção não se interessou pelas metralhadoras. O caso resultou na prisão de suspeitos e na condenação de civis envolvidos.

Diferentemente do episódio de 2023, o caso atual envolve um batalhão da Polícia Militar e ainda está em fase de investigação. A corporação reafirma que as diligências para localizar os seis armamentos e esclarecer como ocorreu o extravio continuam ativas.

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