O subtenente dos Bombeiros David da Silva Silveira foi condenado a oito anos de prisão pela morte do motociclista Neemias Francisco dos Santos, de 24 anos. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (13), durante julgamento realizado no Fórum de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, em júri popular.
O crime aconteceu em maio de 2024, em Mesquita, também na Baixada Fluminense. De acordo com as investigações da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), a confusão teve início após uma colisão entre o carro conduzido por David e a motocicleta pilotada por Neemias.
Depois da batida, os dois se envolveram em uma discussão. Durante o desentendimento, o militar sacou uma arma e atirou contra o motociclista, que morreu ainda no local. A arma usada no crime foi apreendida durante a investigação.
Segundo a polícia, David confessou ter feito o disparo, mas alegou que agiu em legítima defesa. Em depoimento, ele afirmou que reagiu após a vítima danificar seu carro. O subtenente também admitiu que deixou o local sem acionar a polícia, dizendo que fugiu por medo da repercussão do caso.
A prisão do militar foi decretada ainda durante a fase de investigação. O caso chegou ao júri popular, onde testemunhas de acusação e defesa foram ouvidas antes da decisão dos jurados.
Após a sentença, familiares de Neemias demonstraram frustração com o tempo de pena definido pela Justiça. A irmã da vítima, Laís Francisco, afirmou, em depoimento ao Bom Dia Rio: “Eu saio daqui hoje com a sensação de meia justiça. Porque como pode uma pessoa que encurta a vida de alguém, meu irmão tinha apenas 24 anos e tanta vida pela frente, tantas coisas para viver, e a pessoa que fez isso com ele talvez vá cumprir até menos que 8 anos”.
Neemias Francisco dos Santos tinha 24 anos e era motociclista. A morte dele causou comoção entre familiares e amigos, que acompanharam o andamento do processo e aguardavam o julgamento do responsável pelo disparo.
Com a condenação, David da Silva Silveira recebeu pena de oito anos de prisão. A decisão encerra uma etapa importante do caso, mas a reação da família mostra que a sentença ainda deixou um sentimento de insatisfação entre aqueles que esperavam uma punição mais dura.














