STJD nega prescrição no caso Bruno Henrique, acusado de beneficiar apostadores

Bruno Henrique

O STJD nega prescrição no caso Bruno Henrique, que segue sendo investigado por suposta manipulação de resultado para favorecer apostadores. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (4), quando a defesa do atacante do Flamengo pediu o arquivamento do processo alegando que o episódio, ocorrido em novembro de 2023, já teria ultrapassado o prazo legal.

Os auditores Alcino Guedes, relator do caso, William Figueiredo e Carolina Ramos entenderam que o pedido não poderia ser aceito. Por maioria, o tribunal rejeitou a preliminar apresentada pela defesa e confirmou que o mérito será analisado em seguida. Por maioria, estamos rejeitando a preliminar da prescrição e vamos fazer a análise de mérito da causa, declarou o presidente Marcelo Rocha.

O processo envolve um cartão amarelo recebido por Bruno Henrique em falta cometida sobre Yeferson Soteldo, durante jogo do Campeonato Brasileiro de 2023. O lance levantou suspeitas em casas de apostas, que alertaram as autoridades sobre possível manipulação.

A investigação da Polícia Federal incluiu análise de celulares apreendidos, onde teria sido encontrada uma conversa entre Bruno Henrique e seu irmão, Wander Nunes Júnior, indicando indícios de que o atleta poderia ter forçado a punição. O atacante foi enquadrado nos artigos 243 e 243-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que tratam de condutas desleais ou fraudulentas para influenciar resultados esportivos.

Com a rejeição do pedido de prescrição, o STJD dará prosseguimento ao julgamento, que pode resultar em punições severas ao jogador caso a acusação seja confirmada.

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