O caso Marielle teve mais um desdobramento nesta sexta-feira (18). O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter presos Domingos Brazão e o ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa, acusados pelo assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol) e do motorista Anderson Gomes, em 2018.
Conforme a Procuradoria-Geral da República (PGR), Brazão é apontado como um dos mandantes do crime, ao lado do irmão, Francisco Brazão, que cumpre prisão domiciliar. A motivação estaria ligada a disputas por terras em áreas dominadas por milícias na Zona Oeste do Rio, onde Marielle atuava contra loteamentos ilegais.
Rivaldo Barbosa, por sua vez, é acusado de ter orientado a execução e dado cobertura aos envolvidos. Segundo a Polícia Federal, ele colaborou com os mandantes e interferiu diretamente no andamento das investigações.
Na decisão, Moraes destacou que a prisão preventiva é essencial para evitar novas tentativas de obstrução. “A presença de elementos indicativos da ação dos réus para obstruir as investigações (fatos que estão sendo objeto de apuração autônoma) também reforçam a necessidade da manutenção da prisão preventiva dos acusados”, escreveu o ministro.
A delação premiada do ex-policial Ronnie Lessa, executor dos disparos que mataram Marielle e Anderson, foi fundamental para o avanço do caso. Lessa foi condenado a 78 anos e 9 meses de prisão e apontou os irmãos Brazão como mandantes, além de relatar o papel de Rivaldo Barbosa no encobrimento. Já o ex-PM Élcio Queiroz, motorista do carro usado no atentado, foi condenado a 59 anos e 8 meses de prisão.














