A sogra suspeita de esfaquear a nora foi presa pela Polícia Civil nesta terça-feira (2), durante as investigações sobre um ataque ocorrido na comunidade Bateau Mouche, na Praça Seca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. A vítima, Hayanna de Almeida Vieira, de 28 anos, sobreviveu e segue em recuperação após ser socorrida.
Segundo a polícia, Jaqueline Alves de Vasconcellos era alvo de um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça. Ela é apontada como uma das responsáveis pelo ataque registrado no último domingo (31).
As investigações indicam que a suspeita responsabilizava Hayanna pela morte de seu filho, Hudson Alves de Vasconcellos. De acordo com a Polícia Civil, Hudson era apontado como uma das lideranças do tráfico de drogas na comunidade e morreu recentemente durante um confronto com policiais.
Conforme as apurações, o ataque teria ocorrido poucos dias após a morte de Hudson. A vítima foi atingida diversas vezes e precisou ser encaminhada ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo.
Até a última atualização divulgada pelas autoridades, o estado de saúde de Hayanna era considerado estável. Ela permanece recebendo acompanhamento médico após os ferimentos sofridos.
A investigação também aponta a participação de Andrea Camilli Bezerra dos Santos, apontada como amante de Hudson. Segundo a polícia, ela teria atuado em conjunto com Jaqueline durante a ação e é atualmente considerada foragida da Justiça.
Familiares da vítima relataram que os conflitos entre Hayanna e a sogra vinham se intensificando há meses. De acordo com a irmã da jovem, a relação já era marcada por desentendimentos e teria piorado após a morte do companheiro.
“Hayanna é mãe, filha, irmã, amiga e uma mulher que já havia passado pela dor de perder o marido. Mesmo enfrentando o luto, ela tentava seguir sua vida e cuidar do filho, mas infelizmente nunca teve a oportunidade de viver em paz. Durante meses, ela enfrentou conflitos e perseguições. Minha irmã era constantemente alvo de ameaças e intimidações. O que deveria ter terminado após a morte do seu companheiro apenas continuou e se intensificou”, relatou a irmã de Hayanna.
Segundo o relato da familiar, as duas suspeitas teriam ido até a residência da vítima e a chamado para sair de casa antes do ataque.
“Atacaram minha irmã com intenção de matar, com facadas, e estão soltas por aí sem serem punidas pelo crime. Minha irmã recebeu 34 facadas pelo corpo, incluindo ferimentos graves no rosto”, afirmou a irmã da vítima.
A Polícia Civil informou que as diligências continuam para localizar Andrea Camilli Bezerra dos Santos e esclarecer todos os detalhes da ocorrência. O caso segue sendo investigado pela 28ª DP (Praça Seca), que trabalha para concluir o inquérito e responsabilizar todos os envolvidos.














