O ex-desembargador Siro Darlan assumiu a defesa do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, em processo que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A ação investiga disparos de arma de fogo realizados em um condomínio em Igaratá, no interior de São Paulo, e também envolve acusações de tentativa de homicídio contra policiais civis no Rio de Janeiro.
Oruam está preso desde o dia 22 de julho, após uma operação policial em sua mansão no Joá, Zona Oeste do Rio, onde teria reagido à abordagem de agentes que tentavam apreender um adolescente. Além do disparo ocorrido em São Paulo, o artista também passou a responder por crimes como tráfico de drogas, associação para o tráfico, lesão corporal, ameaça, desacato, dano ao patrimônio público e resistência qualificada.
Nos últimos dias, Siro Darlan protocolou um pedido de devolução de bens apreendidos durante as investigações, mas a solicitação foi negada pelo ministro do STJ, Rogerio Schietti Cruz.
Quem é Siro Darlan?
Com longa trajetória no Judiciário fluminense, Siro Darlan de Oliveira foi desembargador da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), onde atuou até 2023. Antes disso, foi juiz titular das varas da Infância e Juventude por mais de uma década. Sua carreira, no entanto, também foi marcada por controvérsias.
Em 2019, Darlan foi investigado pela Polícia Federal por suspeita de venda de sentenças em plantões judiciais. Já em 2022, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) instaurou procedimento disciplinar após ele visitar o ex-governador Sérgio Cabral no presídio da Polícia Militar em Niterói — o magistrado atuava, na época, em uma câmara que julgava processos relacionados ao político. Após o episódio, ele declarou-se impedido de atuar em casos ligados ao ex-governador.
Em março de 2023, o CNJ determinou sua aposentadoria compulsória.














