Sete em cada dez atendimentos por viroses no Rio ocorrem entre o outono e o inverno

O inverno costuma ser acompanhado pelo aumento dos casos de doenças respiratórias. Embora gripe e resfriado sejam frequentemente confundidos, as duas infecções têm características distintas e exigem diferentes níveis de atenção. Saber identificar os sinais é fundamental para evitar complicações, principalmente entre crianças, gestantes e pessoas idosas.

No Rio de Janeiro, dados da Hapvida apontam para esse cenário. Em 2025, foram registrados mais de 28,7 mil atendimentos por casos de influenza (gripe), resfriado comum e doenças correlacionadas. Somente entre março e setembro do ano passado, período de outono e inverno, ocorreram cerca de 20,2 mil atendimentos, o equivalente a aproximadamente 70% de todos os casos do ano.

Já neste ano, até o último dia 29 de junho, foram contabilizados mais de 12,8 mil atendimentos, indicando que a circulação dos vírus continua elevada durante os meses mais frios. Segundo o Ministério da Saúde, os vírus respiratórios circulam com maior intensidade entre o outono e o inverno devido à permanência das pessoas em ambientes fechados, com pouca ventilação, favorecendo a transmissão. A influenza continua sendo uma das principais causas de internações e óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), especialmente entre os grupos mais vulneráveis.

Enquanto o resfriado, geralmente causado por rinovírus, costuma provocar sintomas leves, de evolução gradual, como coriza, espirros e congestão nasal; a gripe (influenza) normalmente surge de forma repentina, com febre alta, dores intensas no corpo, dor de cabeça, cansaço e tosse seca. Em alguns casos, a doença pode evoluir para pneumonia e outras complicações.

“A principal diferença está na intensidade dos sintomas e no potencial de agravamento. Muitas pessoas tratam a gripe como um simples resfriado e acabam demorando para buscar atendimento quando surgem sinais de alerta. Na maioria dos casos, o primeiro contato pode ser feito por meio da teleconsulta de urgência, onde o paciente recebe orientação médica, avaliação inicial e encaminhamento. Já diante de sintomas como falta de ar, dor no peito, febre persistente ou piora do quadro clínico, a recomendação é procurar atendimento presencial imediatamente”, explica Ludmilla Santos, médica da Hapvida.

A especialista ainda ressalta que, para além de hábitos simples, a vacinação continua sendo o método mais eficaz para reduzir casos graves, internações e até mortes por influenza.

Para atender ao aumento sazonal da demanda, a Hapvida conta, no estado do Rio de Janeiro, com teleconsulta de urgência, além de uma estrutura formada por quatro hospitais e três Prontos Atendimentos (PAs) preparados para receber pacientes com doenças respiratórias. O modelo de rede própria e verticalizada da companhia permite acompanhar a evolução da demanda em tempo real e redimensionar equipes e recursos de forma ágil, garantindo a continuidade da assistência e a qualidade do atendimento durante os períodos de maior circulação de vírus.

Como prevenir gripe e resfriado

• Manter a vacinação contra a influenza em dia;
• Lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou álcool em gel;
• Cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar;
• Evitar contato próximo com pessoas doentes;
• Manter ambientes ventilados;
• Ter uma alimentação equilibrada, hidratação adequada e boas noites de sono.

Quando é hora de procurar atendimento médico?

Embora muitos casos sejam leves, alguns sinais indicam necessidade de avaliação médica:

• Febre alta persistente por mais de 48 a 72 horas;
• Falta de ar ou dificuldade para respirar;
• Dor ou pressão no peito;
• Confusão mental ou sonolência excessiva;
• Piora dos sintomas após uma aparente melhora;
• Desidratação;
• Sintomas em idosos, crianças pequenas, gestantes ou pacientes com doenças crônicas.

De acordo com o Ministério da Saúde, pessoas que fazem parte dos grupos de risco devem procurar atendimento logo nos primeiros sintomas, pois o tratamento antiviral pode ser indicado quando iniciado precocemente.

Sobre a Hapvida

Com mais de 80 anos de experiência, a Hapvida é hoje a maior empresa de saúde integrada da América Latina. A companhia, que possui mais de 77 mil colaboradores, atende quase 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia espalhados pelas cinco regiões do Brasil.

Todo o aparato foi construído a partir de uma visão voltada ao cuidado de ponta a ponta, a partir de 85 hospitais, 74 prontos atendimentos, 364 clínicas médicas e 309 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial, além de unidades especificamente voltadas ao cuidado preventivo e crônico. Dessa combinação de negócios, apoiada em qualidade médica e inovação, resulta uma empresa com os melhores recursos humanos e tecnológicos para os seus clientes.

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