O servidor do Rioprevidência exonerado pelo governo do estado é alvo de investigação por suspeita de obstrução de Justiça em um caso que envolve irregularidades no fundo previdenciário.
Aroldo Morais Elliot deixou o cargo de assistente II, com efeito retroativo a 1º de abril, conforme publicação no Diário Oficial desta terça-feira (7). Ele atuava na Coordenadoria de Gestão Documental e Terceirização de Serviços.
De acordo com denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF), o ex-servidor teria participado de ações para dificultar o andamento das investigações conduzidas pelas autoridades.
Segundo as apurações, Aroldo era motorista do ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, que está preso desde fevereiro e também é investigado no caso.
A denúncia aponta que o grupo teria atuado para retirar bens e possíveis provas do alcance da Polícia Federal.
Entre os episódios citados está o transporte de um carro de luxo — um Porsche avaliado em mais de R$ 660 mil — do Rio de Janeiro para Itapema, em Santa Catarina, no dia 25 de janeiro.
De acordo com o MPF, o veículo, apesar de estar registrado em nome de terceiros, era utilizado pelo ex-presidente do Rioprevidência e constava entre os bens que poderiam ser apreendidos durante a investigação.
As apurações também indicam que houve uma atuação coordenada entre os envolvidos para dificultar o trabalho das autoridades, incluindo a retirada de objetos de imóveis ligados ao caso.
Outro ponto levantado é que Deivis Marcon Antunes teria utilizado sua posição como síndico de um prédio em Botafogo para interferir no sistema de segurança, determinando o desligamento de câmeras e o apagamento de imagens.
Além de Aroldo e Deivis, também são investigados o empresário Rodrigo Schmitz e o técnico de segurança Bruno Elias Hins.
O Ministério Público Federal pede a condenação dos envolvidos, além do pagamento de indenização e a perda de bens relacionados às investigações.
O caso segue em andamento e pode ter novos desdobramentos nos próximos dias.














