‘Serial killer’ Ana Paula Veloso confessa assassinato e diz que esperou cinco dias para acionar a polícia. ‘Serial killer’ Ana Paula confessa assassinato e diz que esperou cinco dias para acionar a polícia após matar o senhorio Marcelo Hari Fonseca, em São Paulo. A estudante de Direito Ana Paula Veloso, apontada pela Polícia Civil como autora de quatro homicídios, afirmou que só procurou ajuda depois que o filho começou a reclamar do mau cheiro e ela percebeu larvas se espalhando pela casa.
Segundo as investigações, Ana Paula relatou que a discussão com Marcelo começou após ele tentar invadir a área onde ela e a irmã viviam com os filhos. Irritada e se dizendo ameaçada, ela desferiu um golpe de faca contra o homem, atingindo-o debaixo da axila. A universitária contou que cobriu o corpo com um lençol e escondeu a arma, permanecendo na residência com o cadáver por quase uma semana.
Durante esse período, ela disse que fingiu normalidade para não assustar os filhos e os vizinhos. “Vi que ele não chamou a polícia nem foi ao médico, mas começou a feder muito. Meu filho falou: ‘mãe, está fedendo demais’. Aí vi os bichinhos andando na parede e decidi ligar para o 190”, afirmou em depoimento.
A Polícia Militar chegou ao local no dia 31 de janeiro, após o chamado feito por Ana Paula. As câmeras corporais dos agentes registraram o momento em que ela se apresenta como inquilina do imóvel e relata que o senhorio não atendia havia dias. As imagens mostram que, ao ser informada da morte, a estudante chegou a sorrir, mudando o semblante em seguida.
O corpo de Marcelo Hari Fonseca foi encontrado no sofá, em avançado estado de decomposição. Apesar de Ana Paula afirmar que o matou com uma facada, a perícia não encontrou sinais de violência externa, o que levou os investigadores a suspeitar que o verdadeiro método tenha sido envenenamento — padrão identificado em outros três casos atribuídos à acusada.
Dias após o ocorrido, Ana Paula foi filmada queimando o sofá onde o corpo da vítima estava, alegando querer eliminar odores. Para a polícia, a ação tinha o objetivo de destruir provas. A universitária também teria ameaçado familiares de Marcelo, dizendo pertencer a uma facção criminosa do Rio de Janeiro.
O caso só foi retomado quando a filha da vítima acionou a Justiça e apresentou novas provas. O advogado Fábio Gerdulo pediu a reabertura do inquérito e entregou documentos que ligavam Ana Paula ao crime. Com as evidências reunidas, a estudante foi presa e indiciada por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
A Polícia Civil de São Paulo afirma que Ana Paula demonstra frieza e ausência de arrependimento, além de um possível prazer em manipular situações. Os investigadores acreditam que ela possa estar envolvida em outros assassinatos por envenenamento, o que reforça o rótulo de “serial killer” atribuído à estudante.














