Agustín Rossi inicia processo para obter cidadania brasileira com apoio do Flamengo. O goleiro argentino, que defende o clube há dois anos, deu entrada na solicitação de naturalização com suporte jurídico e logístico da diretoria rubro-negra. O movimento reflete o desejo do atleta de estreitar seus laços com o Brasil e reforçar sua permanência no país, onde se adaptou completamente ao futebol e à vida no Rio de Janeiro.
Aos 30 anos, Agustín Rossi é titular absoluto do Flamengo e tem contrato válido até dezembro de 2027, com possibilidade de renovação. O processo de cidadania é visto internamente como uma decisão estratégica, já que a naturalização permitiria ao clube abrir uma vaga adicional para estrangeiros nas competições nacionais, que atualmente limitam a inscrição a sete jogadores não brasileiros por partida.
Fontes ligadas ao departamento de futebol confirmam que o Flamengo vê o processo com entusiasmo e deve oferecer total apoio ao jogador durante as etapas legais. O clube pretende também antecipar conversas para extensão contratual até 2029, como forma de reconhecimento pelo desempenho e pela liderança do goleiro dentro do elenco.
Desde sua chegada, Rossi disputou mais de 100 partidas e foi decisivo em clássicos e torneios continentais, conquistando títulos importantes como a Copa do Brasil (2024), a Supercopa do Brasil (2025) e o Campeonato Carioca (2024 e 2025).
Para o argentino, o pedido de cidadania tem também valor afetivo. Segundo pessoas próximas, ele considera o Brasil sua segunda casa e deseja permanecer no país mesmo após o fim da carreira. “Rossi tem grande identificação com o clube e com a torcida. Ele vê a naturalização como uma forma de retribuição ao país que o acolheu”, disse uma fonte ao jornal.
A expectativa é de que todas as etapas burocráticas da naturalização sejam concluídas até 2026. Enquanto isso, o Flamengo segue contando com Rossi como uma de suas principais referências técnicas e um dos líderes do elenco comandado por Filipe Luís.














